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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO II - As empresas não estimulam o talento, preferem medíocres
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Entrevista

         

Aprendizagens

Pere Monràs,
oncologista,
hoje especialista em
economia do conhecimento

  Personagem complexa e singular, soube aprender em todas as circunstâncias. Foi oncologista no hospital de Sant Pau.

"O cancro é uma contradição: mutação e transformação inapropiada, mas significa que a transformação é possível".

Depois de 17 anos deixa a prática da medicina para dirigir a casa  de saúde Parc Taulí: "As consequências foram stress permanente e uma nova separação, mas aprendi que não se trata de gerir bem as estruturas, mas os conteúdos".

E 17 anos depois cria Hèlix3c, que oferece aprendizagem para activar o talento de pessoas e organizações; a Fundação Cercle per al Coneixement e Sangakoo.com, dedicado à aprendizagem colaborativa.


Triplo salto mortal?
Fui evoluindo. Primeiro fui médico de clínica geral (17 anos), depois médico hospitalar (17 anos director de uma empresa com dois mil trabalhadores), e agora sou médico de empresa.
 
E como cura?
Através da economia do conhecimento, que se baseia, não na tecnologia, mas no talento das pessoas.
 
Tê-lo-á?
Sim, o que se passa é que o talento mete medo. Ao que tem muito, ou se lhe tem bem apanhado ou olho que nos pode criar problemas. As organizações não estimulam nem se apoiam no talento, em general preferem mediocres.

É consustancial ao poder temer que o subordinado o supere.
Estamos na decadência desta sociedade, ou vem o abismo ou a regeneração democrática radical: encontrar feições de mudança, uma sociedade de atores com consciência crítica e não de espetadores.

E qual é a sua medicina?
Criatividade, compartilhar e conectividade como reptos da mudança. O nós é mais inteligente que o eu.
 
Que lhe levou até aí?
Um desejo enorme de experimentar e de sentir em um meio ofuscado, fechado, de condições, rotina, liturgias. Foi uma contradição crescente até a minha adolescencia.
 
Uma família reaccionaria?
Sim, de financeiros e empresários, mas eu tinha outras inquietudes: a vontade de servir, por isso decidi ser médico. E porque tinha um irmão esquizofrénico que aos 14 anos (eu tinha 10) fez o primeiro brote.
 
Como o afectou?
Por sorte fez-me refletir, porque acho que temos muita atividade e pouca reflexão, e tão importante é fazer como entender o que fazemos.
...

E também me serviu, quando já era médico, em me centrar mais no paciente, a sua maneira de ser e o seu meio, que na doença.
 
E pessoalmente que descobriu?
Que a pergunta é a base, e que qualquer circunstância é um bom motivo para se perguntar para que em local de por que. O pára que te leva ao como o faço, e no como está o processo de transformação.
 
Também foi ativista político.
Era o Maio do 68, comecei a apanhar-lhe o gosto ao transgredir como elemento de aprendizagem, evidentemente isso me distanciou do meu meio convencional e se acordou em mim o pensamento não convencional.
 
Que é isso?
Ter sempre presente o por que não. Em local de olhar as coisas que passam e se perguntar por que, imaginar o que poderia ser e se perguntar por que não.
 
Atividade frenética a sua.
Sim, que não te leva a nenhum sítio se não a refletes. Eu naquela época procurava e o fazia através da atividade. Descobri que a questão não era se procurar senão se criar.
 
Criar-se?
Todos temos padrões de comportamento. Há que entender a plasticidade cerebral e encontrar a maneira de modificar esses canais neuronales que com frequência nos fazem responder às situações de forma inadequada, sempre a mesma, e encontrar essas qualidades que achávamos que não possuíamos.

Adaptar-se é a grande alquimia.
Nesta crise o que mais se ouve é "já passará". Mas não passará, a realidade mudou. Agora toca ir em rafting pelo rio tormentoso, é um erro o baixar em balsa. Nos estresamos porque estamos a usar critérios antigos. As condições não requerem planejamento, senão improvisación planificada.
 
A improvisación planifica-se?
Há que estar muito preparado para qualquer coisa que vinga. Pániker dizia já não é tempo de preparar apresentações senão de preparar aos presentadores.
 
Como educar essa improvisación?
Eu aprendi muito de situações limite através dos pacientes terminais. Morre-se como se vive. Se tu assumes as coisas podes morrer em paz. Como médico podes te esconder por trás do fonendo ou aproveitar essa situação para entrar a fundo na comunicação com o paciente, o que te enriquece muito, porque o processo de morrer do outro é o processo da tua morte.
 
E?
Que o importante são os intangibles, o que não se vê, que os relacionamentos de intercâmbio que se produzem entre as pessoas tenham qualidade para que se dê a conectividade máxima, a empatía. E ter sempre em conta que o erro é o que te forma.
 
... E te humaniza.
Temos que combinar a ordem e a desordem, aceitar que a moeda tem cara e cruz, mas na nossa sociedade tendemos ao pensamento simples, isto é: a tal ação, tal reação. Devemos aceitar a complexidade. Preocupa-me o reduccionismo.
 
Pois está muito estendido.
Se não pensas desde o cálculo, o dinheiro, ninguém te escuta, mas desde o cálculo ninguém pensa. Em mudança se trabalhas primeiro as ideias –o cálculo já fá-lo-emos depois–, pode que tenha tanto entusiasmo que se levantem recursos onde menos esperas.
 
Quem não arrisca não vontade, dizem.
O pensamento económico hegemónico está a matar a capacidade de superar os problemas da sociedade moderna. Falta pensamento, bons intelectuais.




Tradução Juris - Artigo original


Criado em: 01/09/2011 • 00:11
Actualizado em: 31/01/2012 • 23:10
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO II


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