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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO II - As experiências fazem-nos mais felizes que as coisas que compramos
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A felicidade que obtemos ao desfrutar de umas férias ou fazer exercício físico, como andar de bicicleta, é inicialmente grande e não pára de aumentar quando recordamos as nossas experiências. Já a felicidade que sentimos quando compramos um carro novo, uma televisão ou qualquer outro objecto tende a desaparecer rapidamente.

Isto é o que sugere um estudo realizado por dois psicólogos da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que afirmam haver várias razões para os humanos obterem um prazer maior e mais duradouro das experiências que vivem do que dos objectos que adquirem.

Uma das razões para esta diferença estaria no facto de “as experiências serem menos comparáveis que os objectos e, portanto, menos avaliáveis em termos de comparações sociais, perante as que não são tão vulneráveis”.

As vivências são, assim, mais difíceis de comparar com as dos outros, dado que só pertencem àqueles que as viveram.

Pelo contrário, as pessoas sentem-se menos satisfeitas com as suas aquisições materiais porque tendem a pensar no que “se poderia ter” (um modelo melhor, um preço mais baixo…), uma vez feita uma compra.

Adaptamo-nos aos objectos

Segundo os cientistas, os consumidores gastam mais tempo a pensar nos objectos materiais que não escolheram do que a comparar as experiências pessoais com as dos outros.

Outra razão que marca a diferença entre a satisfação que obtemos ao comprarmos algo ou a saborear uma experiência é, surpreendentemente, a nossa capacidade de adaptação.

Gilovich afirma que “existem muitas investigações sobre o bem-estar e a felicidade que demonstram que nos adaptamos à maioria das coisas”.

Por isso, quando compramos algo novo, a nossa aquisição torna-nos felizes inicialmente, mas depois adaptamo-nos a ela, o que acaba com a felicidade que nos proporcionava.

No entanto, outro tipo de despesas, como as que nos proporcionam certas experiências – como uma viagem - não se ajustam a esta capacidade de adaptação.

Oito estudos

Há uns anos, Givolich realizou diversos estudos que demonstraram que as pessoas obtinham geralmente mais felicidade d suas experiências que de suas posses. Nesta investigação recente, o psicólogo e seu colaborador trataram de descobrir porquê.

Para isso, realizaram oito estudos diferentes, segundo explicam os pesquisadores no artigo do [Journal] [of] [Personality] and Social [Psychology].

Em um dos estudos, constaram que os participantes se sentiam menos satisfeitos com suas aquisições materiais porque tendiam mais a pensar nas opções que outros tinham escolhido, e que eles mesmos poderiam haver escolhido também.

Um segundo estudo revelou que os participantes buscavam o maior rendimento quando escolhiam algo. Quando selecionavam suas experiências, pelo contrário, buscavam sua própria satisfação.

Por outra parte, em outro estudo se constatou que os participantes examinavam mais as aquisições materiais não escolhidas que as experiências que não tinham selecionado.

No resto dos estudos, se demonstrou que a satisfação dos participantes pelas suas aquisições materiais se reduzia pelas comparações com outras opções disponíveis, com as mesmas opções a preços diferentes, e com outras opções escolhidas por outros participantes.


Políticas para a felicidade

Em geral, explica Gilovich, as comparações visíveis reduzem a satisfação que nos produzem os objetos materiais que compramos. Pelo contrário, se comparamos experiências, mesmo que sejam similares –como um viaje para um mesmo lugar- cada uma destas experiências resultam únicas e, portanto, o prazer que produzem não é facilmente [reducible] por comparação.

Os resultados da presente investigação sugerem que, dado que a gente obtém mais felicidade de suas experiências que de suas posses, deveriam levar-se a cabo políticas que desenvolvam os recursos necessários para assegurar que a população desfrute de diversas experiências.

Por exemplo, não é possível fazer trekking se não há rotas ou não é fácil ir de bicicleta pela cidade se não há pista específico para bicicletas.

Segundo Gilovich, se este tipo de coisas é o que faz com que as pessoas desfrutem mais e durante mais tempo, se devem criar comunidades que contem com parques, atalhos e instalações nos quais as experiências que nos fazem felizes possam desenvolver-se.

Criado em: 09/04/2010 • 10:56
Actualizado em: 10/04/2010 • 10:40
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO II


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