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Um artigo ao acaso: ARTIGOS DE FUNDO - Por que nos esquecemos das coisas?


Já sabíamos que o sono não equivale a uma paragem da actividade do cérebro. Quando vamos dormir, o cérebro continua a trabalhar sem que, até agora, soubéssemos muito bem em quê.

Acaba de descobrir-se que a mosca do vinagre – que, geneticamente, se parece muito a nós – controla o sono a partir de uma região cerebral que está intimamente ligada à memória e à aprendizagem. Quase com segurança, a mosca aproveita o sono para aprender o que memorizou durante o dia.

Quando nos imaginamos acordados, estamos a visualizar e a sentir como se realmente estivéssemos a ver – uma nuvem, um passeio pelo campo ou uma partida de ténis – com uma única diferença: não activamos o sistema motor.

Não abrimos os olhos para ver a nuvem, não caminhamos nem batemos a bola na partida de ténis que estamos a ver. O mesmo passa-se nos sonhos. Desportistas de elite, músicos e até apaixonados podem praticar enquanto sonham – como fazem as moscas do vinagre – e, além disso, também imaginando. Realmente, quem não aprende é porque não quer: pode fazê-lo nas aulas, imaginando e, em última instância, a sonhar.

Outra descoberta recente tem a ver com o poder regenerador do esquecimento. Quantas vezes lamentamos ter esquecido um nome, o PIN, um número de telefone e até uma cara? Costuma dizer-se que com a idade nos tornamos esquecidos.

O que acontece, segundo uma investigação muito recente, é que apagamos as lembranças insossas que competem pela sobrevivência face àquelas lembranças associadas a um objectivo relevante na vida do indivíduo e que se fixaram na memória a longo prazo. Apagar lembranças competitivas no dia a dia confere maior capacidade cognitiva para preservar as...
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É com prazer que abrimos este novo espaço de divulgação e comunicação.

Depressa se constatará como ele representa uma nova forma de estar. Quebrando as regras tradicionais, este sítio é interactivo.

Não se limita a ser lido ou a ser mais um local onde podem descarregar-se conteúdos.

Cada informação, cada notícia, pode ter a marca da sua intervenção. Directa. Imediata. Sem recurso a email. À distância de um clique pode estar a sua palavra feita opinião, sugestão ou recomendação, sempre que o entender.

No momento seguinte ela fará parte da alma deste sítio. Transparente e livre como nasceu.

 

 Maio de 2004

 
 


 

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