29/07/2010 • 11:33 MM

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Os escritórios de
advogados garantem que estão a contratar os recém-licenciados em
Direito que chumbaram no polémico exame de acesso à Ordem dos Advogados
(OA), criado por Marinho e Pinto. Por terem reprovado, não se puderam
inscrever na OA como advogado estagiário.Mas escritórios como a
PLMJ, de José Miguel Júdice, a Morais Leitão (MLGTS) ou a Vieira de
Almeida (VdA), fundada por Vasco Vieira de Almeida - duas das maiores
sociedades de advogados de Portugal -, dizem ignorar a obrigatoriedade
imposta pelo bastonário em Janeiro último. Esta nova prova (um exame
escrito com todos os temas dados no curso) está agora a ser analisada
no Tribunal Constitucional (TC), a pedido do provedor de Justiça e do
procurador-geral da República. Os quase 300 alunos que se
inscreveram neste exame, em Março, chumbaram em massa (mais de 90%), o
que não lhes permitiu a inscrição. "O elevado número de chumbos
registado no exame de admissão não tem impacto no nosso plano de
recrutamento de estagiários", referiu ao DN Fernando Resina da Silva,
sócio com o pelouro dos estagiários na VdA. Aliás, segundo
Susana Almeida Lopes, também da VdA, entre os novos estagiários há uns
que reprovaram no novo teste: "Alguns dos estagiários que seleccionámos
este ano chumbaram nesse exame, mas tal não afecta o compromisso que
com eles assumimos, esperando que até Setembro este problema esteja
resolvido."Até lá, o TC deverá tomar uma decisão. Caso os juízes
considerem a prova ilegal, os alunos poderão inscrever-se directamente
no estágio. Caso o TC dê razão ao bastonário, centenas de licenciados
em Direito terão de repetir o exame e obter uma aprovação para dar
início ao estágio de advocacia. [...] Diário de Notícias
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