29/07/2010 • 09:10 MM

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Os
procuradores que dirigiram o caso Freeport escreveram no despacho final
que só por falta de tempo ficou inviabilizada a inquirição a José
Sócrates. No excerto do despacho final
citado pelo jornal Público, os procuradores consideram que apesar de
não haver qualquer proposta da Polícia Júdiciária, «importaria» ouvir o
então ministro do Ambiente e o ex-Secretário de Estado. Justificação:
porque foram eles, José Sócrates e Rui Nobre Gonçalves os principais
decisores políticos do processo e porque, acrescenta o texto, os nomes
dos governantes foram referidos em vários documentos apreendidos e em
depoimentos prestados.Os procuradores dizem que tinham 27 perguntas para fazer a José Sócrates e dez a Rui Nobre Gonçalves.Mas
explicam que a audição ficou «inviabilizada» porque a 4 de Junho o
Vice-Procurador Geral da República fixou o dia 25 de Julho como data
limite para o encerramento do inquérito.Tendo em conta este
prazo, e tendo em conta que o primeiro-ministro só pode ser ouvido com
autorização do Conselho de Estado, os procuradores concluem que a
audição se mostra «por ora inviabilizada». [...] TSF
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