29/07/2010 • 08:38 MM

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Ministério
Público diz que "importaria" ouvir o primeiro-ministro e elencou 27
perguntas a fazer-lhe. "Por ora" essa diligência foi "inviabilizada"
Afinal, José
Sócrates não pode afirmar "finalmente", como fez anteontem, numa
declaração à imprensa a propósito de uma nota difundida pelo
Departamento Central de Investigação e Acção Penal sobre o despacho
final do inquérito ao licenciamento do centro comercial Freeport, em
Alcochete. O seu papel no processo está longe de estar esclarecido,
entendem os procuradores do Ministério Público (MP) que dirigiram o
inquérito, e foram apenas os prazos impostos pela Procuradoria-Geral da
República para o fim do processo que impediram que ele fosse
interrogado.
"Após a análise do inquérito e compulsados todos os
elementos que dele constam, verifica-se que, nesta fase, importaria, não
obstante a ausência de qualquer proposta neste sentido por parte da
Polícia Judiciária, proceder à inquirição do então ministro do Ambiente,
actual primeiro-ministro, e do então secretário de Estado do
Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, actual ministro
da Presidência", afirmam os procuradores Paes de Faria e Vítor Magalhães
na página 100 do despacho final assinado na passada sexta-feira.
"Na
verdade, foram eles os principais decisores políticos do processo de
licenciamento [...] e, além do mais, foram referidos em diversos
documentos apreendidos e em depoimentos prestados" nos autos, justificam
os magistrados. Logo a seguir, elencam um conjunto de 27 questões que
"importaria que o então ministro do Ambiente esclarecesse" e dez outras
que deveriam ser dirigidas ao "secretário de Estado do Ambiente" (que na
altura era Rui Nobre Gonçalves), tudo levando a crer que a anterior
referência ao ex-secretário de Estado do Ordenamento, Pedro Silva
Pereira, resultou de um lapso. [....] Público |