27/07/2010 • 16:58 MM

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O Ministério Público acusa Manuel Pedro
e Charles Smith do crime de extorsão ao Freeport. O despacho de
acusação aponta indícios de financiamento partidário, mas como se trata
de um crime semi-público, que depende de queixa que não aconteceu, não há acusação por esse crime. De acordo com o
Ministério Público, Smith e Pedro terão exigido dinheiro à sociedade que
gere o Freeport, alegando que só através de subornos conseguiriam a
provação do projecto.
Nas contas de ambos há entradas e saídas de dinheiro em
numerário, mas os investigadores perderam-lhe o rasto, não conseguindo
assim provar crimes como o de corrupção, de que houve suspeitas desde o
inicio do caso.
O processo Freeport teve na sua origem suspeitas de corrupção e
tráfico de influências relativamente à alteração à Zona de Protecção
Especial do Estuário do Tejo para permitir o licenciamento do espaço
comercial em Alcochete quando era ministro do Ambiente José Sócrates,
actual primeiro-ministro.
João Cabral, funcionário da empresa Smith&Pedro, o
arquitecto Capinha Lopes, o antigo presidente do Instituto de
Conservação da Natureza Carlos Guerra e o então vice-presidente deste
organismo José Manuel Marques, além do ex-autarca de Alcochete José Dias
Inocêncio também foram constituídos arguidos, mas ficam de fora da
acusação do MP.
felícia.cabrita@sol.pt
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