27/07/2010 • 08:25 MM

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O megaplano do
Governo, anunciado há cinco anos como a grande bandeira de prevenção
criminal para os "bairros de risco", mal saiu ainda do papel. A
"Iniciativa Bairros Críticos" envolveu sete ministérios e visava uma
intervenção de emergência em zonas urbanas socialmente vulneráveis e com
problemas de segurança. Este projecto foi a resposta
arquitectada pelo Executivo para travar o alarme social provocado em
2005 pelo "arrastão" de Carcavelos e pelo assassínio de dois agentes da
PSP, na Amadora, casos que mostraram os riscos iminentes para a
segurança com origem nessas áreas. As boas intenções, no entanto,
colidiram com a demora na atribuição de financiamentos e na definição
das acções a desenvolver. Cova da Moura, na Amadora, Vale da Amoreira,
na Moita, e Lagarteiro, no Porto, foram os bairros seleccionados para o
projecto-piloto. Mas aquilo que devia ser sido exemplar acabou por se
arrastar e só nos últimos meses começaram a aparecer as primeiras
iniciativas, embora sem grande expressão."As pessoas sentem uma
enorme frustração com a demora destes processos", confessa o presidente
da Junta de Freguesia do Vale da Amoreira. "Com o agudizar da crise, a
situação que já era má há cinco anos ainda se deteriorou mais", lamenta
Manuel Jorge da Silva, autarca naquele bairro há 12 anos. Na Cova
da Moura, a porta-voz da mais importante associação, o Moinho da
Juventude, corrobora o desânimo. O plano de pormenor para a reabilitação
do bairro só deverá ser aprovado em Setembro, mas o que mais desanima
Godelieve Mersshaert é o desinteresse em acções que visavam,
especificamente, "a prevenção da violência, através da inserção no
mercado de trabalho ex-reclusos". "Estava tudo acertado em 2009 e ficou
na gaveta", lamenta. [...] Diário de Notícias
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