26/07/2010 • 18:55 MM

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O presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP)
considerou hoje "acertado" que se volte a instituir o pagamento faseado
das taxas de Justiça, observando que o ministro Alberto Martins quis
"desfazer os erros cometidos pelo anterior Governo". "Estamos a assistir mais uma vez por parte deste Governo ao desfazer dos
erros cometidos pelo Governo anterior e pelo anterior ministro da
Justiça (Alberto Costa)", disse à agência Lusa o presidente da ASJP,
António Martins.
O dirigente da ASJP comentava a entrevista hoje
do actual ministro da Justiça ao jornal "Público", em que Alberto
Martins refere que a taxa de Justiça não baixa, mas vai deixar de ser
paga totalmente à cabeça dos processos, reforçando uma ideia manifestada
na última reunião do Conselho Consultivo da Justiça.
O
presidente da ASJP lembrou que a associação de juízes já havia alertado
em 2008 que o pagamento à cabeça de todas as despesas do processo
judicial "dificultava objectivamente o acesso" dos cidadãos aos
tribunais, pelo que o regresso, agora anunciado, ao sistema de pagamento
faseado, ou seja à medida que o processo avança, é uma medida
"perfeitamente correcta e adequada".
António Martins manifestou,
contudo, "preocupação" por "não estar assegurado de uma forma definitiva
e taxativa" de que não haverá aumento de taxas de Justiça, considerando
que "a entrevista não é clara nesse aspecto", pois não é feita uma
"declaração absoluta" nesse sentido.
"Isso preocupa-nos, porque a
Justiça hoje já não é barata, antes pelo contrário, e qualquer aumento
tem como efeito dificultar o acesso aos tribunais", sublinhou o
presidente da ASJP. Público |