26/07/2010 • 15:13 MM

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Apenas nove das
50 pulseiras electrónicas compradas em Dezembro passado pelo Ministério
da Justiça para agressores de violência doméstica estão a ser
utilizadas. Este ano já houve 11 mortes por maus tratos - a última, a
semana passada, na Marinha Grande. Desde o início do programa -
lançado pela Comissão para a Igualdade de Género e pelo Ministério da
Justiça para os distritos de Porto e Coimbra -, esta medida para manter
o agressor afastado da vítima foi aplicada apenas em 13 casos. "Resta
saber se foi o Ministério Público que não chegou a requerer essa medida
de coacção ou se os juízes não a aceitaram", defende António Martins,
presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses. Desde 2007
que as medidas de coacção passaram a ser propostas sempre pelo
Ministério Público e aceites, ou não, pelo juiz de instrução criminal.
O juiz desembargador não descarta a hipótese de haver ainda uma "falta
de informação e de sensibilidade para esta aplicação".Para as
associações que trabalham com as vítimas, esta opção deveria ser mais
utilizada e não depender do consentimento dos acusados. Até porque, nos
casos em que foi utilizada, não houve sequer tentativa de aproximação
às vítimas. Ilda Afonso, da UMAR (União de Mulheres Alternativa
e Resposta), acrescenta ainda que caso não haja consentimento do
agressor, "os juízes deviam apresentar a prisão preventiva como
alternativa à pulseira", argumenta. "É uma medida importante para
garantir a segurança das vítimas" depois da queixa, já que muitos
agressores ficam mais violentos nessa altura. "Ainda temos uma cultura
pouco favorável à utilização da pulseira", segundo o juiz desembargador
Rui Rangel, da Associação de Juízes pela Cidadania, explicou ao DN. [...] Diário de Notícias
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