25/07/2010 • 09:02 MM

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Organizações de defesa dos direitos humanos acreditam que pressão internacional pode salvar a vida de Sakineh Ashtiani.Paris,
Londres, Washington e Otava foram algumas das capitais mundiais que
ontem saíram à rua para mostrarem a sua solidarie-dade com Sakineh
Ashtiani. O caso da iraniana presa por adulté- rio em 2006 e cuja
sentença de morte por apedrejamento está actualmente suspensa chamou a
atenção da comunidade internacional.Apesar do adiamento da
sentença, foram várias as organizações de defesa dos direitos humanos
que quiseram lembrar ao mundo o destino de Ashtiani. "O facto é que a
execução ainda pode acontecer", explicou à CNN Mina Ahadi, directora do
Comité Internacional contra as Execuções e Apedrejamentos. Para Ahadi, o
maior receio é que, "como muitas vezes acontece no Irão, este género de
execução aconteça sem que ninguém dê por nada". O que já
aconteceu foram as 99 chicotadas que Ashtiani levou devido ao que as
autoridades iranianas descreveram como "uma relação ilícita fora do
casamento". Depois disso e após o julgamento de um homem acusado de ter
matado o marido da iraniana, esta mãe de dois filhos, de 43 anos, foi
considerada culpada de adultério - um crime punível com a pena de morte
no Irão. Detida há mais de quatro anos numa prisão da cidade de
Tabriz, onde vivia com o marido e os dois filhos, Ashtiani começou por
ser acusada da morte do marido, sendo mais tarde a acusação mudada para
adultério. Apesar de as autoridades judiciais iranianas estarem
alegadamente a observar uma moratória aos apedrejamentos, as ONG temem
que a iraniana possa ser enforcada. Os mais críticos, como a Amnistia
Internacional, garantem que desde 2006 pelo menos seis pessoas foram
apedrejadas até à morte na República Islâmica. As organizações
internacionais que planearam as manifestações de ontem estão convencidas
de que manter a pressão sobre o Irão é a melhor forma de salvar a vida
de Ashtiani. A vaga de solidariedade internacional surgiu em Junho,
quando o advogado da iraniana escreveu sobre este caso no seu blogue.
Desde então, o apoio veio dos mais diversos sectores - tanto o actor
Robert Redford como o senador democrata John Kerry fizeram campanha pela
iraniana. [...] Fonte:
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