20/07/2010 • 14:28 MM

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Os serviços de segurança norte-americanos criados depois dos atentados
de 11 de Setembro tornaram-se tão extensos, secretos e complexos que é
impossível averiguar com precisão a sua eficácia, concluiu uma grande
investigação do jornal Washington Post.Com
o nome "Top Secret America", a investigação resulta de dois anos de
trabalho em que participaram 20 jornalistas do prestigiado diário
norte-americano, que esteve na origem do escândalo Watergate, que levou
à demissão do presidente Richard Nixon, em 1974.O inquérito
afirma que, nove anos depois dos atentados que fizeram quase três mil
mortos, "o mundo secreto que o governo criou [...] tornou-se tão vasto,
difícil de manobrar e secreto que ninguém sabe quanto custa, quantas
pessoas emprega, quantos programas existem nem quantos serviços
diferentes efectuam as mesmas tarefas"."Este artigo não mostra
os serviços de inteligência tal como os conhecemos", reagiu David
Gompert, director do National Intelligence, garantindo que as reformas
feitas nos últimos anos permitiram "melhorar a qualidade e a quantidade
de missões".Ilustrado com vários gráficos, o trabalho do
Washington Post vai ser publicado em três partes, tendo o primeiro
capítulo - "Um mundo secreto que cresce sem controlo" - sido publicado
na segunda feira. Os outros dois serão divulgados hoje e quarta feira.O
jornal garante que 1271 agências governamentais e 1931 empresas
privadas, repartidas por 10 mil sítios nos Estados Unidos, trabalham
sobre a inteligência, num dispositivo que emprega quase 854 mil
pessoas, com acesso a informações secretas. [...]
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