12/07/2010 • 22:49 MM

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O tribunal norte-americano reduziu drasticamente a sentença de Joel
Tenenbaum, o estudante da Universidade de Boston condenado em 675
mil dólares por partilhar música no Kazaa.
O valor inicialmente fixado pela violação dos direitos de autor era
"inconstitucionalmente excessivo" para uma pessoa que não retirava
benefícios económicos desta actividade, considerou a juíza de recurso. Quase um ano depois da primeira decisão judicial para a acção intentada
pela RIAA (em nome da
Universal,
Warner, EMI e Sony, Joel
Tenenbaum vê o valor a pagar descer para os 67.500 dólares (cerca de
53.700 euros), como resultado de um recurso em que os seus advogados
classificavam a primeira sentença de "severa" e "opressiva". Foi-lhe,
não obstante, recusado o pedido de um novo julgamento.
"Não há dúvida de que o valor, depois de reduzido, continua a ser
severo" admitiu a juíza, citada pela Associated Press, fazendo notar que a lei não
oferece, nestes casos, qualquer orientação sobre o montante da
indemnização por danos a aplicar.
A magistrada afirmou ainda que, embora o montante continuasse a ser
superior àquele que poderia ter considerado aplicável num julgamento
independente," neste caso, a tarefa de determinar os danos coube ao júri
e não ao tribunal".
Fez ainda questão de realçar que a posição tomada não significa que
considere o comportamento do jovem desculpável ou que a partilha de
ficheiros, em circunstâncias comparáveis, seja lícita.
O estudante de 25 anos, que tinha admitido a culpa durante a audiência de
julgamento, disse estar feliz pelo facto do tribunal ter reconhecido
que o valor inicialmente determinado era inconstitucional, mas que
continuava sem ter meios para pagar a indemnização - mesmo depois de
reduzida. [...] TEK |