09/07/2010 • 20:35 MM

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As autoridades iranianas recuaram na sentença de morte por apedrejamento
de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos e condenada por adultério,
cedendo à maciça pressão internacional dos últimos dias. Mas 12 outras
mulheres iranianas e três homens permanecem nas prisões do país a
aguardar execução por aquele mesmo meio. Em comunicado, a embaixada iraniana em Londres anunciou que “de acordo
com informação prestada pelas autoridades judiciais competentes”, o
apedrejamento foi cancelado. O regime de Teerão sublinha que “este tipo
de punição só muito raramente foi implementado no Irão”, e condena a
forma “duvidosa” como os media estrangeiros têm feito cobertura do
assunto.
Não ficou claro se a justiça iraniana comuta a sentença
de morte pronunciada a Ashtiani em Setembro de 2006; apenas é certo que
ela já não morrerá enterrada até ao pescoço e apedrejada por
voluntários, como dita a rígida interpretação da lei islâmica no país.
Num caso similar anterior, a condenada acabou executada por
enforcamento.
A execução no Irão por apedrejamento especifica que
devem ser usadas pedras suficientemente grandes para causarem dor ao
condenado, mas não o suficiente para o matarem de imediato. As mulheres
são enterradas até ao pescoço, os homens apenas até à cintura – e
perdoados os que conseguem libertar-se pelos seus próprios meios. [...] Público
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