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news_artigo.gifARTIGOS DE OPINIÃO - Novo Salazar, precisa-se

Ensinava-se nos bancos das primeiras escolas, que decorridos quatrocentos e trinta e sete anos depois de Afonso Henriques se ter desavindo com a mãe, e ter feito um pacto com Afonso VII de Espanha, em que este lhe reconhecia o título de rei, e o papa Alexandre III aceite passar-lhe a "certidão" do reino portucalense, expressa na Bula Manifestis Probatum, os oportunistas dos nuestros hermanos, paga que estava o custo da factura das razias que fizéramos em África, Ásia, Índias e Américas apoderaram-se da nossa coroa, que viriam a devolver ao fim de sessenta anos, tamanho era o desgoverno das nossas gentes.

Volvidos trezentos e quarenta e seis anos depois da aventura espanhola, já sem coroa, fomos assaltados novamente pelo desgoverno que viria a ser combatido pelo Prof. de Direito, Salazar de Oliveira, com um interesse especial por Finanças Públicas, num estilo muito próximo da contabilidade duma família muito poupada, com algum pé-de-meia forçado, mas sem ambições de desenvolvimento, e com muito medo do investimento.

Foi o tempo das vacas magras para muitos, e também das vacas gordas para uma minoria. A administração pública era pequenina e ganhava poucochinho, a receita fiscal ainda não conhecia o sócio-estado dentro das empresas, o iva, e os impostos sobre o rendimento das empresas e dos indígenas, embora já tivessem o seu peso, não era coisa que se visse, de modo que sobrava pouca coisita para o investimento público, que aliás andava associado ao vermelhudo.

Esse equilíbrio orçamental foi conseguido com a lei da rolha que Oliveira Salazar impôs aos residentes, para que se não cansassem a desperdiçarem energias com o falatório, e de vez em quando misturado com umas cachaporradas que distribuía pelos dissidentes mais recalcitrantes.

Entretanto houve o levantamento de rancho do 25 de Abril, com excepção para Salgueiro Maia, e a bagunça instalou-se de novo no antigo reino de D. Afonso Henriques.

A despesa pública tomou as proporções de um super-monstro de muitas cabeçorras, como foi baptizada por Cavaco Silva, e de tal forma que nem o seu retrato, do governante, dele, em determinada altura, mais concretamente no período santanista, quis ver pintado nas paredes ao lado de outros governantes.

Portanto, sem rolha, sem cachaporra, sem retiros forçados, e com uma despesa mais de quinhentas vezes superior ao início da década de trinta do século e milénio passados, estamos em crer que será muito difícil recrutar um novo Salazar, e até talvez o velho ditador não aceitasse esse encargo nas actuais condições, sem esquecer que os espanhóis invadiram o nosso território e conquistaram novamente a nossa soberania sem o disparo de um mosquete.

Salvaguardadas as devidas distâncias, isto de pôr pessoas no governo que apenas sabem gastar, mas não sabem ganhar um tusto, é como pôr jogadores com o pé chato a darem pontapés na bola. A bola não há-de ser quadrada, e o orçamento do Estado não pode ser feito de papel higiénico duma folha.

Esta cena também serve para o regabofe que se verifica actualmente na Câmara Municipal de Lisboa. Sócrates parece que escolheu António Costa para substituir Carmona. António Costa já ganhou e perdeu, numa noite, as eleições para a Câmara Municipal de Loures. Poderemos estar enganados mas desta vez António Costa não terá tanta sorte...

Gil Teixeira

Criado em: 24/05/2007 • 08:15
Actualizado em: 24/05/2007 • 08:15
Categoria : ARTIGOS DE OPINIÃO


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