Menu
Qui Quae Quod

Fechar Responsabilidade Social Corporativa

Fechar ARTIGOS DE OPINIÃO

Fechar Justiça Restaurativa

Fechar Multiculturalismo

Fechar Dossier Europa

Fechar ARTIGOS DE FUNDO

Fechar ARTIGOS DE FUNDO II

Fechar ARTIGOS DE FUNDO III

Fechar TENDÊNCIAS 21

Fechar CIBERDIREITOS

Fechar No gesto da procura

Fechar Os erros do ditado

Fechar Para ler e deitar fora

Fechar O canto dos prosadores

Fechar UTILITÁRIOS

Fechar Apresentações

Fechar Barra JURIS

Fechar CANCIONEIRO de Castelões

Fechar Coisas e loisas da língua portuguesa

Fechar DIVULGAÇÃO DE LIVROS

Fechar Delitos Informáticos

Fechar Encontros

Fechar JURISPRUDÊNCIA

Fechar Livros Maravilhosos

Fechar MANUAL DE REQUERIMENTOS

Fechar NeoFronteras

Fechar Nova Lei das Rendas

Fechar O canto dos poetas

Fechar Vinho do Porto

Fechar Workshops

Relax
Pesquisar



Visitas

   visitantes

   visitantes online

PREFERÊNCIAS

Voltar a ligar
---

Nome

Password


SOS Virus

Computador lento?
Suspeita de vírus?
Fora com eles!
AdwCleaner

tira teimas!
--Windows--

Já deu uma vista de olhos pelas gordas de hoje?


Desde 2004
sujet.gifTENDÊNCIAS 21 - Proposta para criar o Projecto Linguagem Humana

A linguagem humana é um milagre cuja origem está ainda por determinar. Sendo um fenómeno universal da nossa espécie, a causa da sua aparição num dado momento da evolução foi motivo de reflexão durante muito tempo por parte de diversas doutrinas do conhecimento.

Na actualidade, há aproximadamente seis mil e quinhentas línguas faladas. De onde surgiu tal diversidade? Qual foi a origem de todas as línguas?

Um grupo de linguistas da Universidade de Nova York pretende trazer alguma luz sobre estas questões através da criação de uma base de dados similar à do Projecto Genoma Humano, que permita que os estudos existentes sobre doenças que afectam a linguagem se reúnam, para poderem, assim, interpretar os processos biológicos presentes no desenvolvimento da nossa capacidade de falar.

O investigador Gary Marcus, professor do departamento de psicologia da citada universidade e o seu colaborador Hugh Rabagliati assinalam, num artigo publicado pela revista Nature Neuroscience, que as bases biológicas da nossa capacidade linguística ainda hoje continuam a ser um mistério, bem como a evolução que nos fez chegar a essa capacidade.

Tudo são teorias, mas não há dados suficientes. As doenças relacionadas com a linguagem podem ser uma pista para resolver o mistério.

Bases genéticas e neuronais

Segundo Marcus, o estudo dessas doenças realizar-se-ia mediante a aplicação do princípio darwiniano de “descendência com modificação”. Este princípio assinala que a evolução tem a ver com a mudança e que o processo de descendência faz com que as espécies estejam relacionadas geneticamente.

Se se aplica este princípio ao conhecimento das doenças relacionadas com a linguagem, será possível reconciliar dados aparentemente díspares sobre estas doenças, o que permitirá criar uma importante base de dados e servir para compreender a evolução linguística no homem.

Marcus afirma também que o estudo da natureza e da origem da linguagem humana tem uma complexidade que não é comparável com a da linguagem animal, por isso não é suficiente, como sucede noutras áreas, tratar de compreender este campo a partir das investigações realizadas com animais.

A complexidade da linguagem humana é única, por isso os resultados dos estudos sobre a linguagem animal – como o canto dos pássaros - não podem extrapolar-se às estruturas linguísticas do homem.

No entanto, certas doenças poderiam contribuir para uma melhor compreensão das bases genéticas e neuronais da linguagem, porque proporcionam um método de estudo natural (os próprios pacientes), cujo objecto são as modificações biológicas e fisiológicas que sofrem os doentes deste tipo.

Como exemplo, Marcus assinala os estudos de neurociência cognitiva, que analisa a relação entre as bases biológicas e fisiológicas da linguagem e as bases biológicas e psicológicas de outros sistemas cognitivos e neuronais.

Unificar estudos

Levando em conta que numerosas investigações demonstraram que defeitos na capacidade de falar se relacionam a miúdo com problemas noutras áreas do conhecimento, como o controle motor, isto significaria que a linguagem estaria regida por “genes generalistas”, afirma o cientista.

Compreender melhor que componentes da nossa biologia “trabalham” para que falemos (a partir do conhecimento daquilo que “falha” nas pessoas que não podem comunicar-se em condições normais), permitiria por um lado entender a origem biológica da linguagem, e por outro ajudar as pessoas com problemas de comunicação a desenvolver novos métodos de ensino de idiomas estrangeiros.

Por exemplo, os doentes com Síndrome de Williams têm dificuldades para perceber o mundo e saber o que está a acontecer, mas têm capacidades linguísticas normais.

Por outro lado, o autismo pode afectar a fala e a compreensão linguística, como a capacidade de aprender os nomes dos objectos.

As desordens genéticas, como o Síndrome do cromossoma X frágil, que é a forma mais comum de atraso mental hereditário nos homens e uma das causas mais significativas nas mulheres, provocam danos nas capacidades cognitivas e linguísticas.


Compreendermo-nos a nós próprios

Mas os estudos realizados até ao momento sobre todas estas doenças fizeram-se separadamente, sem unir peças.

Marcus e a sua equipa pediram através da Nature Neuroscience que os peritos recompilassem os dados-chave de todos estes trabalhos e se criasse uma base de dados sobre estas doenças para conhecer a fundo como afectam ou não a capacidade da fala, de maneira que possa ajudar-se melhor os doentes, tentando, ao mesmo tempo, resolver o mistério da origem, desenvolvimento e evolução da linguagem.

O estudo comparativo das desordens linguísticas proporcionaria aos investigadores a oportunidade de examinar como variam dentro do genoma os factores cognitivos.

A comparação destas variações nos doentes com desordens linguísticas e a população sã, assim como as comparações das variações entre doentes de diferente tipo, daria informação sobre a herança de diversos aspectos da linguagem.

Assim, poderiam assinalar-se aqueles genes que estão relacionados com a linguagem, e inclusive obter-se chaves sobre as origens das características próprias de cada língua.

Uma base de dados deste tipo seria de um valor incalculável porque, afirma Marcus, quanto melhor compreendermos o que é a linguagem, melhor nos compreenderemos a nós próprios.


Yaiza Martínez
Tradução JURIS
Ligação para o artigo original
Parceria JURIS - Tendencias 21


Criado em: 30/10/2006 • 07:40
Actualizado em: 30/10/2006 • 07:50
Categoria : TENDÊNCIAS 21


Imprimir Imprimir

Comentários


Comentário n°1 

nanda 18/07/2008 • 14:45

***MaravilhOsOO

  A imaginação é mais importante que o conhecimento  Albert Einstein
^ Topo ^