Menu
Qui Quae Quod

Fechar Responsabilidade Social Corporativa

Fechar ARTIGOS DE OPINIÃO

Fechar Justiça Restaurativa

Fechar Multiculturalismo

Fechar Dossier Europa

Fechar ARTIGOS DE FUNDO

Fechar ARTIGOS DE FUNDO II

Fechar ARTIGOS DE FUNDO III

Fechar TENDÊNCIAS 21

Fechar CIBERDIREITOS

Fechar No gesto da procura

Fechar Os erros do ditado

Fechar Para ler e deitar fora

Fechar O canto dos prosadores

Fechar UTILITÁRIOS

Fechar Apresentações

Fechar Barra JURIS

Fechar CANCIONEIRO de Castelões

Fechar Coisas e loisas da língua portuguesa

Fechar DIVULGAÇÃO DE LIVROS

Fechar Delitos Informáticos

Fechar Encontros

Fechar JURISPRUDÊNCIA

Fechar Livros Maravilhosos

Fechar MANUAL DE REQUERIMENTOS

Fechar NeoFronteras

Fechar Nova Lei das Rendas

Fechar O canto dos poetas

Fechar Vinho do Porto

Fechar Workshops

Relax
Pesquisar



Visitas

   visitantes

   visitantes online

PREFERÊNCIAS

Voltar a ligar
---

Nome

Password


SOS Virus

Computador lento?
Suspeita de vírus?
Fora com eles!
AdwCleaner

tira teimas!
--Windows--

Já deu uma vista de olhos pelas gordas de hoje?


Desde 2004
maq.gifARTIGOS DE OPINIÃO - Três Homens na Morte

por:
Fernanda Maria Gouveia
A morte recente, e de rajada, de três vultos, fez-me reactivar aquilo que eu chamo, há muitos anos, a "fórmula p.p." - parar e pensar. Ouvi as notícias, vi as  imagens, li os jornais e dei comigo a pensar que, até na notícia da morte, há uma graduação, implicíta e explicita, na valoração da(s) obra(s), na valoração do humano que cada um foi.
Vasco Gonçalves. Álvaro Cunhal. Eugénio de Andrade.
Unidos que estiveram pela insubmissão e pelos gritos de liberdade que proferiram, a valoração dada a cada um deles e que se projectou nos tempos de televisão e nos espaços dos jornais, parece um gráfico económico : Uma linha média, a meio do gráfico,´para Vasco Gonçalves, interrompida abruptamente por outra, em diagonal a subir a pique com o nome de Cunhal, tocando o limite superior e que desce, noutra cor, a de Eugénio de Andrade, e desce, desce, desce até desaparecer cá em baixo...
A valoração é uma ponderação subjectiva, que nem releva em sede de História, porque a História ainda não se fez. A História é auto-fágica, e, além de diluir o retrato, ainda o devora no fim.
E a História compõe-se de fragmentos. Na História das ideias, os estudos, os manuais e os documentários falarão de Vasco Gonçalves e Alvaro Cunhal como? Como protagonistas de "momentos" de  insuperável importância na evolução/revolução e devolução da sociedade portuguesa. Sem juízos de censura. Mera análise do desenrolar de factos e mais factos, que acabaram por constituir a vida dos últimos 30 anos.

Deles se dirá o que fizeram de bom, o discurso inflamado, o olhar arguto de um e a loucura revolucionária de outro. Deles se irá reter a oratória incendiária na Lisnave ou o debate com Mário Soares. Não se falará de armas nem de ocupações selváticas e selvagens,de purgas partidárias, das práticas estalinistas, dos crimes de pensamento.

Ficará a luta pela liberdade, essa musa e essa música que os nossos corações sofrem e sonham. Essa musa que entronca em Eugénio de Andrade, cantada em versos de extrema (aparente) simplicidade, expoentes da maior beleza. Essa música solfejada em lingua portuguesa, que ele tanto amou e respeitou.  Versos que ainda se lerão daqui a 500 ou mil anos, como Camões ou Virgílio. Versos que ficam no ar, pairando sobre as flores do seu túmulo, na perenidade eterna da memória dos Homens.
 
Fernanda Maria Gouveia

Criado em: 16/06/2005 • 17:27
Actualizado em: 28/07/2005 • 19:28
Categoria : ARTIGOS DE OPINIÃO


Imprimir Imprimir

Comentários

Ainda ninguém comentou.
Seja o primeiro!


  O segredo de permanecer jovem é viver honestamente, comer devagar e mentir sobre a idade  Lucille Ball
^ Topo ^