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TENDÊNCIAS 21 - A informação é o novo «demónio de Laplace»

Há poucos séculos atrás Pierre Simon Laplace lançou a ideia de uma hipotética mente capaz de levar em conta todos os elementos que conformam o sistema do Universo, conhecida como «o demónio de Laplace»:

Poder-se-ia condensar um intelecto que, em qualquer momento, conheceria todas as forças que animam a natureza e as posições dos seres que a compõem.

Se este intelecto fosse suficientemente grande para submeter os dados em análise, poderia condensar numa simples fórmula o movimento dos grandes corpos do universo e do átomo mais leve; para tal intelecto nada poderia ser incerto e o futuro, assim como o passado, estariam frente aos seus olhos.
(Laplace)

Hoje em dia está provada a impossibilidade da existência de um intelecto desse tipo. No entanto, continuemos com esta visão de forma hipotética e vamos adaptá-la aos tempos da Era da Informação.

Imaginemos que o Universo é um sistema determinista e que o Homem descobre a equação última e primordial: aquela pela qual se rege a realidade, a que determina a expansão do Universo, tudo aquilo que o forma, as suas propriedades e a ordem dentro deste.

Agora imaginemos um computador hipotético onde o Homem introduz essa fórmula para que o computador a processe e reproduza uma simulação da realidade.

Como o demónio de Laplace, o Homem poderia presenciar então com precisão o suceder do Universo desde os primórdios.

Veria a criação das galáxias, as estrelas e os planetas, o surgir da vida e com isso inclusive o surgir do Ser Humano.

Consciência reflexa

Esse grande supercomputador reproduziria fielmente toda a história do Homem, tudo o que aconteceu, e inclusive, se este computador hipotético trabalha a uma velocidade hipotética maior que a da própria realidade de que faz parte, poderia chegar a contemplar-se a ele mesmo no próprio ecrã nesse mesmo instante, até ver o que está por acontecer.

Se nos puséssemos na pele da nossa pessoa simulada dentro desse computador, seguramente não notaríamos nenhuma diferença com a "realidade".

O computador teria calculado e processado toda a acção e reacção no Universo, tudo o ocorrido e por ocorrer, cada átomo, cada partícula e, portanto, cada uma das vidas que surgiram em cada lugar do espaço, juntamente com as suas respectivas experiências, emoções e pensamentos até esse preciso momento do contínuo espaço-tempo.

No entanto, nós, como essas "pessoas simuladas", não teríamos consciência da nossa condição de cálculos, de que tudo o que somos, sentimos e pensamos; tudo o que percebemos e tudo o que aspiramos a conhecer, de que por trás de cada onda e de cada partícula existe algo intangível e imperceptível que reduz tudo a um mesmo e comum denominador: a informação.

O interessante neste caso, não é a ideia de um mundo determinado por uma corrente de causas-efeitos, mas a capacidade da informação de gerar uma realidade determinada.

Duplo espelho

Se agora voltamos a colocar-nos na nossa pele "real", olhando o ecrã do supercomputador, voltaríamos a não notar nenhuma diferença a respeito da nossa representação virtual dentro dessa máquina de processar.

Então decidimos ajustar o simulador para vermos representada graficamente a nossa escala, o mesmo ponto no espaço-tempo em que nos encontramos para nos podermos ver a nós mesmos, vendo-nos a nós próprios no ecrã do computador. O efeito seria como colocar um espelho diante do outro.

Dentro do simulador, o mesmo simulador também estaria simulado, simulando por sua vez outro simulador até irmos pelo infinito dentro.

No entanto, imaginemos que em vez de entrarmos nesse túnel de monitores, representando-se a eles mesmos, nos afastássemos: o nosso sentido comum leva-nos a imaginar que seguramente nos encontraríamos com a mesma imagem, isto é, voltaríamos a encontrar-nos diante de um computador, observando como observamos a simulação sem notar outra vez nenhuma diferença sobre o estado anterior.

Agora retomemos outra vez o nosso corpo normal no mundo físico a que estamos habituados e reflictamos sobre como uma máquina física - algo que se pode reduzir a um sistema de interruptores que mudam de estado de acordo com padrões determinados - é hipoteticamente um motor capaz de gerar realidade.

Olhamos o monitor e vemos como se representa a realidade a partir de uma ordem informativa que se interpreta e logo a seguir se representa de forma gráfica através de uma interface visual programada para imitar o que percebemos através do sentido da vista e, efectivamente, tudo parece funcionar da mesma forma que o mundo real.

Simulação da realidade

No entanto, aquele nosso meta-reflexo que está a olhar-nos através do ecrã como se fôssemos nós uma representação virtual, obteve a fórmula hipotética da mesma forma que a obtivemos nós, já que, enfim, todas as nossas versões de nós mesmos em cada uma das simulações geradas, está a fazer o mesmo, e a fórmula deve ser a mesma em cada uma das infinitas "dimensões" que encontremos nesse simulador hipotético, e portanto seguramente todas estas realidades, além de paralelas, deveriam ser idênticas e por conseguinte, todas teriam o mesmo carácter de informação e esta condição de "simulação".

Estamos perante um caso idêntico ao dos que procuram uma galinha responsável pelo ovo e ainda não se encontrou a solução para este tipo de sistemas.

Parece-nos impossível sair deste infinito sistema recursivo de dimensões feitas de informação.

De todas as formas, podemos tirar uma importante conclusão desta situação hipotética: a realidade pode ser gerada a partir da interpretação de informação.

A partir desta perspectiva, a informação parece ser algo exuberante, pois não é só o mundo físico que passa a ser um complexo de dados: além da matéria e da consciência, tudo aquilo que as consciências processam, as fórmulas que governam, a realidade que entendemos e as que nem sequer delas temos consciência e a mesma informação que compõe tudo isto, está pronta a ser submetida a uma nova interpretação inclusive pelas consciências geradas pela mesma informação, gerando por sua vez nova informação.

Faríamos parte de um infinito complexo informativo sujeito à livre interpretação, isto é, à busca de padrões reconhecíveis dentro do fluxo de "dados" que gera ao mesmo tempo muita mais informação.

Processo de informação

O universo como o conhecemos estaria incluído dentro deste complexo informativo, ou melhor, não seria mais que uma consequência da interpretação da realidade, isto é, do processo de informação.

Da mesma forma que nós interpretamos um mundo feito de espaço e tempo, no qual os seres vivos interagem como se vivêssemos num grande tabuleiro de xadrez, o complexo informativo poderia ser interpretado de muitas outras formas possíveis.

Por trás de toda a lei da física, de cada átomo, supernova, bigbang... sempre encontraríamos o mesmo elemento responsável. Não que a consciência seja consequência da matéria, da mesma forma que a matéria não é fruto da consciência. É que em essência ambos são o mesmo: informação.


Carlos Muñoz é estudante de Arte Electrónica, realiza o trabalho de fim de curso com um ensaio sobre o debate da natureza da consciência. Esta obra está sob licença Reconocimiento-NoComercial- CompartirIgual 2.5 de Creative Commons. Pode ver uma cópia desta licença ou enviar uma carta a Creative Commons, 559 Nathan Abbott Way, Stanford, a Califórnia 94305, USA.
Tradução JURIS
Ligação para o artigo original
Parceria JURIS - Tendencias 21

Criado em: 10/08/2006 • 10:46
Actualizado em: 10/08/2006 • 10:59
Categoria : TENDÊNCIAS 21


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