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pin.gifARTIGOS DE OPINIÃO - A morte dos patrões

Por: Gil Teixeira

Antes do 25 de Abril a “lei do Trabalho” assentava no poder absoluto do patrão, que admitia e despedia conforme as necessidades da Empresa, ou os seus caprichos. Nessa altura, não havia subsídios de desemprego, nem social de desemprego, nem rendimentos mínimos, o que temos de convir, a balança estava bastante desequilibrada em desfavor do assalariado. Vivia-se o império do capital. O patrão tinha ainda a GNR sempre à mão de semear não fosse haver necessidade de oferecer alguma cachaporrada a um assalariado mais afoito. O assalariado também não podia fazer greve e o patrão podia fechar a fábrica, sem quaisquer problemas de indemnizações ou outros. Era fácil ser patrão. Infelizmente não se promoveu o espírito de iniciativa, os “doutores” não podiam trabalhar, os ordenados eram uma miséria, como hoje, no sector privado. O medo imperava, pode dizer-se que Portugal era o “gulag” na Península Ibérica, governado por homens de mente muito cinzenta, e sofrendo de grave miopia política.

O regime acabaria por cair de podre, acagaçado com as granadas no bolso de Salgueiro Maia, o verdadeiro herói esquecido do 25 de Abril. Começa então uma viagem de sinal contrário, nos desamores entre patrão e assalariado. Felizmente os contribuintes podem pagar os subsídios de desemprego e outros. As empresas foram transformadas em falsos tribunais para dar emprego aos licenciados em direito, mascarados de instrutores, e eventualmente, a chorudas avenças para esse efeito. Todavia, depois dessa fantochada terceiro-mundista, o patrão apenas pode despedir o empregado à frente dum Juiz, e se conseguir provar uma justa causa muito rebuscada. A “evolução” tem sido tamanha, que depois de muita lucubração jurisprudencial chegou-se à conclusão que um assalariado pode trabalhar para dois patrões, a tempo inteiro! Dum lado diz-se que não pode trabalhar mais do que 40 horas semanais, e que tem de ter o merecido repouso das férias, mesmo que tenha carradas de falta ao trabalho, do outro permite-se que trabalha outras 40 horas, e pouco interessando que a disponibilidade, e dependência que o contrato de trabalho implica é incompatível com a existência de dois patrões. O patrão é ainda proibido de encerrar o estaminé sem dar cavaco, e tem de pagar indemnizações aos funcionários quando não tem dinheiro para pagar salários. O assalariado pode agora fazer as greves que lhe der na real gana e o patrão não pode substitui-lo.

Vive-se o império do assalariado. Entretanto chegou à praça o “código do trabalho” de Bagão (in) Feliz. A situação agravou-se para o lado do patrão, as férias do assalariado aumentaram para 25 dias e o patrão é responsável pessoalmente pelas indemnizações que eventualmente tenha de pagar aos assalariados. Além disso é também responsável civil e criminalmente pelos impostos mesmo que os devedores não lhe tenham pago as facturas. Um projecto pode falhar, os devedores podem dar corda aos sapatos, o patrão tem de morrer com a empresa. O assalariado tem dezenas de sindicatos que saltam para a rua assim que pressentem que lhes vai ser retirado um segundo para o café, mas o patrão todos os dias é vilipendiado na praça pública sem ninguém que o defenda, antes todos voltam a cara para o lado envergonhados, como se ser patrão em Portugal fosse igual a peçonha, ou um criminoso. As associações empresariais têm medo de se revelarem, e revelarem as suas posições. O patrão só é gente para pagar as facturas. O comunismo tomou conta do sistema. Álvaro Cunhal , antes de partir, venceu.

A par desta situação o monstro das sete cabeças da despesa pública vai comendo tudo o que encontra pela frente sofregamente, e sem se saciar. Perante este quadro os homens de Bruxelas começam a fazer perguntas. Gastámos o ouro do Brasil e também demos sumiço ao ouro da Comunidade Económica Europeia sem lhe deixar rasto. Manuela Ferreira Leite enquanto Ministra das Finanças, disse que o défice estava controlado com a venda dos “anéis” e o agravamento da lei do código do trabalho!

Os sociais-democratas enquanto Durão Barroso fugiu à pressa para Bruxelas queimaram à pressa Santana Lopes na praça pública para não serem responsabilizados por essa desgraça. Cavaco Silva tem o despudor de vir reclamar méis exportações, como se descobrisse a pólvora, e tal fosse possível carregando num botão e com as condições existentes.

Os partidos da distribuição de pães que não existem querem deitar para o lixo o código de Bagão (in)Feliz. Os socialistas dizem que vão rever o falso código do trabalho. Para onde? De que forma? As leis do trabalho estão muito para além do limite a favor do assalariado, e qualquer esticão que se dê ainda mais para esse lado vai fazer partir a corda….

Gil Teixeira


Criado em: 29/05/2005 • 01:56
Actualizado em: 28/07/2005 • 19:27
Categoria : ARTIGOS DE OPINIÃO


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Comentários


Comentário n°2 

FernandoDuarte 20/07/2006 • 19:13

Boa pesquisa

Comentário n°1 

estouatento 05/06/2006 • 16:03

Este senhor que dá pelo nome de Gil Teixeira vive aonde? Em Portugal não é concerteza - como sugestão da prepotência do patronato apesar deste código do trabalho tão aviltante para o patronato, dou como sugestão a este ilustre senhor que faça uma visita pelo Tribunal de Trabalho de Lisboa ou pelos escritórios de advogados e verifique o que é a prepotência da generalidade do patronato para c/ os "grandes favorecidos- que são os assalariados". Se com este código já as coisas são como são, o que não seria se isto fosse como o Sr. Gil Teixeira pretendia que fosse. 

  É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.  Epíteto
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