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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO III - Viagem ao epicentro do feminismo cigano

Beatriz Carrillo,
presidente da Federação Andaluza de Mulheres Gitanas
LAURA LEÓN
As ciganas estão a lutar agora pelo mesmo que lutavam as mulheres em geral há 30 ou 40 anos.

Queremos reivindicar os nossos espaços, queremos falar, que "eles" saibam que queremos debater os direitos humanos, igualdade, participação política, sexualidade...

"Estivemos caladas muito tempo", explica Alexandrina da Fonseca, coordenadora do I Congresso Mundial de Mulheres Ciganas, que se inicia hoje e decorre até quarta-feira em Granada.

Com "eles", Alexandrina refere-se aos homens ciganos, mas também às administrações públicas. "Também têm que nos ouvir, porque há mulheres que estão há muitíssimos anos a trabalhar no associativismo e a política nunca contou connosco para nada. E se não nos deixam por um lado nem também pelo outro, o resultado é que não podemos fazer nada", reflecte Alexandrina.

Estas mulheres lutam
pelo mesmo que outros 
lutaram há 30 anos


Ela e muitas das suas companheiras pertencem à  associação Romí, situada em Granada, a primeira organização de mulheres ciganas criada em Espanha há três décadas.

Agora, com companheiras de todo o mundo irão debater, sem complexos, no epicentro do feminismo cigano, os principais problemas de um colectivo mais que esquecido pela cidadania e os seus reptos na sociedade do século XXI. "Temos que começar a falar a sério das ciganas", resume Diego Fernández, director do Instituto de Cultura Cigana, organizador do encontro junto ao Conselho da Europa.
 

Uma figura invisível

A visibilidade converte-se, portanto, no principal objectivo deste colectivo. "Se a história do povo cigano foi muda, a mulher cigana foi uma figura invisível que não teve nunca o direito a expressar-se", lamenta Beatriz Carrillo, presidente da Federação Andaluza de Mulheres Ciganas Fakali. Com vários cursos universitários, Carrillo está "farta das estigmatizações" que sempre identificaram o povo cigano com a marginalidade.

Uma activista:
«Estivemos caladas muito tempo
e queremos falar de tudo»


Há anos que luta para mostrar a outra realidade. Denuncia os governos "cúmplices" dos ataques racistas e considera que para mudar as coisas e, em concreto, a situação da mulher, há que participar nas decisões. E é aí que surge o problema: "Evidentemente, a realidade é que dentro da política influenciamos bem pouco, não influenciamos nada. Por isso, o século XXI é o nosso momento, temos que reivindicar poder, estar nos centros de poder, temos que estar", afirma.

Carrillo confia que o encontro não seja um "cartucho queimado", implicando um choque para as "mentes mais ancoradas" e que os partidos políticos prestem mais atenção aos problemas das ciganas.

"O grau de compromisso dos políticos com a população cigana e as mulheres ciganas em concreto depende das zonas; o que para alguns políticos pode ser uma prioridade, para outros é secundário", opina Gertru Vargas, uma das poucas ciganas que se apresentou a umas eleições. Licenciada em Filologia, foi candidata nas passadas autárquicas pelo PSOE à Câmara Municipal de Sanlúcar a Maior (Sevilla). Ganharam em votos, mas não conseguiram governar.

Vargas, membro da associação União Romaní, aposta também por dar visibilidade ao encontro, mas considera que as mulheres ciganas que participam na vida social e política o fazem mais activamente que o resto de mulheres, precisamente pelas barreiras que têm que superar.

As grandes barreiras são a falta de formação e, em consequência, a falta de um emprego qualificado. Incidindo nessas carências, a Fundação Secretariado Cigano desenvolve há mais de uma década o programa Aceder, com o que conseguiram mais de 36.000 contratos.

Os responsáveis consideram que neste tempo se produziu um avanço brutal: "Cada vez é mais normal que elas participem da economia familiar contribuindo com um salário", assegura Arantza Fernández, directora do Departamento de Emprego, que explica que no início a maioria dos participantes eram homens. Em 2010, no entanto, das 12.300 pessoas atendidas no programa, 52% foram mulheres. Das 2.437 pessoas que participaram em cursos de formação, 54,3% foram mulheres. E das 3.716 pessoas que conseguiram um contrato de trabalho, 55,2% foram também mulheres.

Emprego e perfis

O perfil maioritário é o de uma mulher jovem, sem formação, sem experiência laboral provada e com filhos ou qualquer outro ónus familiar. "As mulheres ciganas têm maiores ónus de responsabilidade familiar que as outras mulheres", explica Fernández.

Por isso, acrescenta, é fundamental trabalhar também com as famílias, com o seu meio, e realizar um acerto entre o que elas querem e o que realmente podem levar a cabo para evitar frustrações. "Por exemplo, algumas mulheres querem ser cabeleireiras, mas ao serem confrontadas com o horário, com o trabalho em si, dão conta de que não podem", afirma Fernández.

A Fundação Secretariado Cigano também desenvolve um programa específico, o CAM Romí, para a inserção laboral das mulheres ciganas. No ano passado participaram 267 mulheres e conseguiram-se 53 postos de trabalho.



Tradução JURIS - Artigo original


Criado em: 24/10/2011 • 16:19
Actualizado em: 24/10/2011 • 16:37
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO III


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