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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO II - Por que se apaixonam as mulheres por homens maus?

As mulheres, por razões que ainda nenhum cientista conseguiu decifrar, adoram os maus.

Os tipos demasiado bons fazem-nas bocejar e dizer mentiras piedosas para se esconderem deles.

Este texto, de Marta Orrantia, trata de resolver esse particular enigma feminino, enquanto Juliana Galvis decidiu ir bem mais longe e deitou-se com o diabo.


"Há que tratar bem as mulheres porque senão apaixonam-se por outro", diziam por aí quando eu estava a entrar na adolescência. Ao longo dos anos constatei que é verdade. Saí com mulherengos, bêbados, vadios e bem vividos. O que me atraía neles era essa perpétua cara de tortura, a sobrancelha levantada e a promessa de uma aventura nova cada dia.

Gostava dos cabeludos com barba de três dias; os tacanhos nunca faziam convites porque sempre - segundo eles - estavam tesos, mas ao mesmo tempo estreavam uma camisa todos os dias; os abusivos que me pediam dinheiro emprestado para viajarem (e não me levavam); os que me ofereciam "uma canção" ou "a lua" quando estavam numa de romantismo, em vez de me darem um disco ou uma noite na praia.

Graças a eles, aprendi a escrever cartas de amor. Chorei no ombro dos melhores vizinhos, mas eram mais aborrecidos que os meus rústicos apaixonados. Aguentei os ralhetes dos meus pais e saí às escondidas para me encontrar com esses tipos "proibidos", que não podia apresentar à avó porque dava-lhe um fanico.

Mas essa não sou só eu. Desde que o mundo é mundo, na realidade e na literatura, as mulheres apaixonaram-se por quem não lhes convém. Por aquele homem contra quem a mãe - seguramente com algum conhecimento de causa - sempre a advertiu.

Vejamos o exemplo da elegante e feminina Lady Marian, apaixonada pelo rústico Robin Hood. Imagino o que diriam os seus pais: "Esse tipo é um ladrão. Não respeita a autoridade. É um bêbado que passa o dia inteiro com outros como ele e nem sequer tem casa própria. Vive num bosque, Marian! Que te pode oferecer?".

Mas ela, obstinada, responde-lhes que não, que o tipo é bom, que tem qualidades como repartir tudo pelos pobres, que é generoso, é o melhor naquilo que faz, tem boa pontaria e que se ele tiver um defeito, ela o vai mudar.

Porque essa é outra. Nós pensamos que os vamos mudar. Que ao nosso lado os maus do mundo tornam-se pombas mansas. Mentira. A única que conseguiu a façanha - já demasiado tarde, é certo - foi D. Inês, a eterna apaixonada de outro safado: Dom Juan.

Um desenvergonhado, e ela, uma dama, convencida de que o tipo ia deixar as suas andanças. Paciente, ingénua e submissa, Inês esperou que este voltasse bom e quando finalmente o conseguiu, mataram-no.

Mas deixemos a ficção de lado. O protótipo do mau não é uma personagem inventada mas um homem de carne e osso: James Dean. Todas gostamos da jaqueta de couro, da moto, do cabelo, da imagem de rebeldia, do viver irreverente que este tipo apregoava e que se tornou no amor platónico das mulheres, até muitos anos após se ter matado a toda a velocidade num carro, cumprindo com rigor a frase que adoptou do também actor John Derek: "Live fast, die young" (vive depressa, morre jovem).

Como ele, muitos maus nos fizeram suspirar: Fonzy, o de "Happy Days"; Mickey Rourke, o de "Nove Semanas e Meia"; Marlon Brando e tantos outros actores, velhos e jovens, com atitude displicente e um gosto por fazer sofrer a sua menina.

Mas nem só famosos cabem nesta lista. Qualquer mulher pode inserir aqui o amor da sua vida, a sua garra de adolescente, o rapaz dos olhos verdes que reprovou todos os anos no colégio mas tinha uma voz bonita, o que a pediu em casamento e depois não voltou a telefonar.

A explicação não é tão simples e fácil como parece. Não é só o gosto pelo proibido o que nos chama a atenção. É certo que isso nos atrai. Parte dessa atracção pelos homens maus consiste numa rebeldia adolescente que nos obriga a procurar o tipo que vai fazer com que o pai fique com os cabelos em pé, que nos vai obrigar a experimentar coisas novas e nos vai ensinar tudo sobre "A VIDA". Mas não é de todo verdadeiro. A coisa vai mais além.

E vai tão mais além que existem psicólogos e especialistas que se dedicaram a estudar o assunto. Até existem estudos sobre este comportamento, que eles chamam a "tríade obscura" e que, basicamente, descreve alguém à James Bond (outro dos nossos amores platónicos da ficção): narcisista, destemido e manipulador.

Segundo um estudo realizado pelo cientista Peter Jonason, da Universidade do Novo México, as mulheres sentem-se atraídas pelos homens que são vaidosos e egoístas, que procuram diariamente novas experiências e são impulsivos (uma característica que também se associa com psicopatas) e que gostam de enganar e manipular (também conhecido como maquiavelismo).

Porquê? Segundo o Dr. Jonason, as mulheres confundem estas características com masculinidade e - aí é onde entra o darwinismo - por isso pensam que têm mais possibilidades que os homens normais para gerar filhos sãos.

Isso quer dizer que procuramos esse tipo de homens por puro instinto, mas o que se passa quando, por fim, nos atiramos de cabeça? Seria compreensível a uma leoa escolher o leão mais cabeludo, que ruge mais forte, que desanca os outros leões para procriar com ela... mas as mulheres, têm algo mais que hormonas em redor de si e em algum momento hão-de pensar: Será que este vadio cabeludo que não serve para nada, zeloso e maltratador, é o homem da minha vida? Estou a fazer o correcto por mim e pelos meus futuros filhos?

As respostas também estão noutro estudo, desta vez do professor David Schmitt, da Universidade de Bradley, em Illinois. Schmitt fez uma investigação com 35.000 pessoas de 57 países e apesar de ter encontrado homens que mostravam as características da "tríade obscura" que, em regra, tinham mais sucesso com as mulheres, também constatou que esse sucesso se traduzia em curtos romances e não em relacionamentos de longo prazo.

Para aprender isso, a maioria das mulheres - eu incluída - não precisa de estudos, mas de experiência. Os maus são divertidos, sim, mas há um ponto em que tanta aventura cansa.

Chamem-lhe instinto, mas as mulheres, tarde ou cedo, aborrecem-se de tantas surpresas e preferem homens previsíveis, bons, tranquilos, ainda que sejam um pouco sosos. O que os gringos chamam de "nesting", ou seja, fazer o ninho, requer um companheiro que também contribua com a sua parte e não um demente errático com quem não sabemos que contar em cada noite: uma festa?, uma briga?, um jantar romântico?, um jogo de póquer?

Ou seja, que os tipos bons ficam com as mulheres no final do dia. Não com todas, claro. Existe o tipo de mulher pateta que se deixa maltratar e volta com o rabo entre as pernas, como naquela história de uma mulher cujo marido quase a mata e depois de o abandonar e aparecer com a cara deformada em todos os meios de comunicação, voltou para ele. Porquê? Aí talvez sejam elas as do problema.

O certo é que, se querem levantar velhas, há que deixar de abrir portas, de oferecer flores, de dizer piropos e de pagar a conta. Há que deixar de lhes telefonar no dia seguinte, nunca expressar os seus sentimentos, deixar de sorrir e de ser previsíveis, e começar a lidar como quem lida com corredores de F1.

Um homem que queira enlouquecer as mulheres deve esquecer as regras básicas do cavalheirismo. Deve fazê-las sofrer em pequenas doses com brigas inventadas, marcas inventadas de batons e espectáculos teatrais em que ele faz o papel de deprimido e ela tenta, a todo o custo, consolá-lo, até que, por fim, ele descobre que a única coisa capaz de trazer a felicidade é um presente caro.

Se quer que uma mulher se apaixone por si, faça uma canção bem triste, comece a fumar como uma chaminé e beba que nem um camelo, ponha uma tatuagem misteriosa e nunca conte a sua origem, ponha um piercing na sobrancelha ou na língua e deixe crescer o cabelo.

Mas se ao mesmo tempo a quiser conservar, faça precisamente o contrário.

É como os homens dizem: quem entende as mulheres?
Todas têm o diabo dentro."


Tradução Juris - Artigo original

Criado em: 11/12/2010 • 16:23
Actualizado em: 12/12/2010 • 00:40
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO II


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