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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO II - Sumos e medicamentos - cuidados a ter

Investigadores de diversas universidades do Japão, como a Kyushu University of Health and Welfare, a Kumamoto University e a University of Miyazaki Hospital, pediram que se realizasse mais uma investigação profunda sobre este tema, que ajude médicos e pacientes com tratamento farmacológico.

Uma das conclusões dos diversos estudos levados a cabo é que o sumo de abacaxi, dado o especial conteúdo em bromelina, é um dos maiores inibidores do citrocromo P450 2C9, a principal enzima responsável do metabolismo hepático dos anticoagulantes orais, como o conhecido Sintrom®.

Sumo e comprimidos

Convém ter presente durante estes meses de calor que a hidratação pode influenciar de forma negativa o efeito dos medicamentos. A água, os refrescos, a cerveja e os sumos de frutas são consumidos mais frequentemente. De acordo com dados publicados em 2007, a média anual de consumo (em Espanha) de sumo e néctar é de 11 litros por pessoa.

Os especialistas alertam para o perigo que decorre da mistura de alguns medicamentos com sumos como os de maçã, laranja e pomeloAs cápsulas ou comprimidos são ingeridos com algum líquido que facilite a deglutição. O sumo natural ou comercial é uma das bebidas escolhidas com mais frequência.

Há poucos anos, um grupo de investigadores da Universidade de Western, Ontário, alertou para o perigo que decorre da mistura de alguns medicamentos com sumos de frutas, como os de maçã, laranja e pomelo.

Estes últimos reduzem a eficácia de fármacos como a fexofenadina (anti-histamínico), a etoposida (anticancerígeno), o atenolol, o celiprolol e o talinolol (betabloqueantes utilizados na prevenção de enfartes e tratamento da hipertensão arterial), a ciclosporina (utilizada na prevenção da rejeição depois do transplante de órgãos) e alguns antibióticos. O problema está na "perda de eficácia destes tratamentos para os problemas médicos sérios".

Investigação anterior à prescrição

Conscientes que os sumos podem ter um potencial relevante na inibição da acção dos medicamentos e que o consumo habitual destas bebidas poderia interferir no processo de cura dos doentes, as investigações avançaram para que no futuro, haja uma evidência científica que permita aos médicos saber com segurança se determinadas frutas e sumos são prejudiciais ou não para o tratamento dos pacientes.

Para afirmar que um sumo interfere na acção de um medicamento é indispensável identificar os componentes da fruta que actuam sobre a substância activa e, além disso, descobrir e descrever o seu mecanismo de acção, isto é, como actua o componente do sumo sobre o fármaco.

Os estudos realizados no Japão centraram-se na observação da actividade do citocromo P450 2C9, uma enzima importante pela função que desempenha no metabolismo (utilização, armazenamento e eliminação) dos fármacos no fígado.

Os sumos comerciais investigados de framboesa, uva e amora demonstraram em laboratório que inibem a actividade desta enzima, o que permite colocar a hipótese de interacção negativa com determinados medicamentos.

O passo seguinte é descrever e documentar com exactidão que fármacos seriam afectados quando tomados juntamente com estes sumos. Convém ter presente que o sumo de amora, muito rico em antioxidantes, utiliza-se na Europa pelos seus benefícios para os rins, fadiga, debilidade, anemia e até para tratar os cabelos brancos prematuros. Por outro lado, o sumo de uva é um dos mais consumidos juntamente com os de laranja, pêssego e abacaxi.

Sumo de abacaxi e anticoagulantes

Em 2006 os espanhóis beberam 71,5 milhões de litros de sumo de abacaxi, sendo o sumo mais consumido nos restaurantes, cafetarias, bares e hotelaria, além de ser um dos mais apreciados em casa.

No ano passado, a Biotechnology and Agrochemistry fez eco das investigações que colocam o sumo de abacaxi no ponto de mira pelo possível efeito negativo sobre fármacos utilizados na prevenção da trombose ou da embolia, como a warfarina (anticoagulante).

Os estudos apontam para que a bromelina (complexo enzimático) do sumo de abacaxi, que também se vende como suplemento dietético, possa afectar a concentração do fármaco no sangue e impedir que este cumpra a sua função.

Perante esta possibilidade, os investigadores insistem no aprofundamento do estudo por se revelar uma grande ajuda nas consequências exactas de combinar este e outros sumos com medicamentos.

Elena Piñeiro



Tradução Juris - Artigo original

Criado em: 02/06/2010 • 12:53
Actualizado em: 03/06/2010 • 16:22
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO II


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