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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO II - Cancro da mama e produtos químicos

Cancro da mama e exposição laboral


A exposição a determinadas substâncias químicas poderá estar associada a uma maior probabilidade de sofrer de cancro da mama.

Um grupo de cientistas da Universidade de Montreal (Canadá) averiguou a possível relação entre vários compostos químicos e este tumor em mais de 1.000 mulheres.

Os autores do trabalho, publicado na revista "Occupational and Environmental Medicine", encontraram vários contaminantes que aumentam o risco de se sofrer da doença depois da menopausa. Todas as mulheres tinham estado expostas a estas substâncias antes dos 30 anos.

No estudo participaram mais de 550 mulheres a quem tinha sido diagnosticada neoplasia mamária quando tinham entre 50 e 75 anos, a par de outras 613 de controlo, da mesma idade mas sãs.

Os resultados revelaram que o risco de sofrer uma nova formação nas glândulas mamárias era sete vezes maior nas mulheres expostas a fibras acrílicas no trabalho, enquanto que o contacto contínuo com fibras de nylon duplicava o risco de cancro.

Por outro lado, a exposição a altos níveis de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que se encontram em alguns derivados do petróleo, triplicavam o risco de neoplasia.

As glândulas mamárias são mais sensíveis à exposição de tóxicos entre a puberdade e a menopausa

Os resultados do estudo coincidem com a teoria que as glândulas mamárias são mais sensíveis durante o período de crescimento e desenvolvimento das células do tecido mamário, entre a puberdade e a menopausa. No entanto, são necessários novos estudos que se debrucem com maior precisão sobre os compostos que podem aumentar o risco de desenvolver um tumor.

Agentes cancerígenos

Foram identificados 216 produtos capazes de provocar cancro da mama em animais. A maioria são pesticidas, cosméticos, compostos farmacêuticos e produtos da combustão de derivados do petróleo. Cerca de 75 destas substâncias tóxicas encontram-se em produtos de consumo diário.

Alguns dos cancerígenos mais importantes descobertos até ao momento são os organoclorados, substâncias utilizadas na elaboração de insecticidas (DDT). Apesar de proibidos actualmente na maioria dos países, podem encontrar-se no organismo 40 anos depois da sua exposição.

Outro grupo importante de substâncias cancerígenas são os ftalatos, compostos utilizados na produção de plásticos. Ainda não se demonstrou que aumentem o risco, mas sabe-se que podem actuar como hormonas e alterar o ciclo hormonal.

Por último, o grupo de compostos conhecido como parabenes, substâncias químicas com propriedades conservantes, aparecem numa vintena de tumores mamários, ainda que seja cedo para afirmar de maneira categórica que sejam cancerígenos.

Cancerígenos e Mutagénios


Qualifica-se como cancerígeno qualquer agente físico, químico ou biológico capaz de causar um tumor num ser humano.

Por outro lado, dado que o cancro mantém uma estreita relação com a genética, um mutagénio é todo o agente capaz de causar alterações no material genético (DNA) das células de um organismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os agentes físicos, químicos e biológicos, relacionados com o cancro, podem classificar-se em três grupos principais

Grupo 1 - os cancerígenos para o ser humano
Grupo 2 - os provavelmente cancerígenos
Grupo 3 - os factores que não podem considerar-se cancerígenos.

O cancro é a consequência de um elevado número de desordens funcionais de um grupo de células que pertencem a um determinado tecido. Em geral, estas células têm uma série de alterações que conduzem a um grau de divisão celular descontrolado, o que leva a um crescimento desmedido do tecido que, além disso, pode invadir outros tecidos ou órgãos e danificá-los.

Sabe-se que há uma relação entre o grau de alterações no material genético de uma célula e a probabilidade de esta se transformar em cancerosa, de modo que é lógico pensar que a maioria dos cancerígenos alteram o DNA.

No entanto, outros cancerígenos denominados não genotóxicos podem induzir cancro sem modificar o material hereditário.

São agentes capazes de gerar radicais livres - substâncias altamente reactivas - que reagem com outras e causam à célula um stress oxidante que pode levar ao cancro. Outros agentes não genotóxicos são substâncias ambientais capazes de actuar como estrogénios, por isso se denominam xenoestrógenos.

Dado que as mamas seguem uma regulação hormonal, as modificações neste patrão podem aumentar o risco de se sofrer um tumor.

Teresa Romanillos

Tradução Juris - Artigo original

Criado em: 21/05/2010 • 10:44
Actualizado em: 21/05/2010 • 10:56
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO II


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