Menu
Qui Quae Quod

Fechar Responsabilidade Social Corporativa

Fechar ARTIGOS DE OPINIÃO

Fechar Justiça Restaurativa

Fechar Multiculturalismo

Fechar Dossier Europa

Fechar ARTIGOS DE FUNDO

Fechar ARTIGOS DE FUNDO II

Fechar ARTIGOS DE FUNDO III

Fechar TENDÊNCIAS 21

Fechar CIBERDIREITOS

Fechar No gesto da procura

Fechar Os erros do ditado

Fechar Para ler e deitar fora

Fechar O canto dos prosadores

Fechar UTILITÁRIOS

Fechar Apresentações

Fechar Barra JURIS

Fechar CANCIONEIRO de Castelões

Fechar Coisas e loisas da língua portuguesa

Fechar DIVULGAÇÃO DE LIVROS

Fechar Delitos Informáticos

Fechar Encontros

Fechar JURISPRUDÊNCIA

Fechar Livros Maravilhosos

Fechar MANUAL DE REQUERIMENTOS

Fechar NeoFronteras

Fechar Nova Lei das Rendas

Fechar O canto dos poetas

Fechar Vinho do Porto

Fechar Workshops

Relax
Pesquisar



Visitas

   visitantes

   visitantes online

PREFERÊNCIAS

Voltar a ligar
---

Nome

Password


SOS Virus

Computador lento?
Suspeita de vírus?
Fora com eles!
AdwCleaner

tira teimas!
--Windows--

Já deu uma vista de olhos pelas gordas de hoje?


Desde 2004
news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO II - Por que não podem voar os aviões em nuvens de cinza vulcânica

nuvens_cinza.jpgPor volta das 20:40 horas locais de 24 de Junho de 1982, o voo 9 da British Airways, com origem em Londres e destino Auckland (na Nova Zelândia), sobrevoava o Oceano Índico, ao sul de Jacarta, quando a tripulação viu como se formava no pára-brisas um efeito similar ao resplendor produzido por um fenómeno atmosférico conhecido como fogo de Santelmo.

Algo que não alarmou porque é relativamente habitual e não supõe nenhum problema para um avião.

Mas aos poucos começou a detectar-se fumo na cabina de passageiros e, apesar de inicialmente se ter pensado que seria do tabaco, coisa que naquela altura era permitida, o fumo foi-se tornando cada vez mais denso e com um peculiar cheiro a enxofre.

Não tiveram muito tempo para que isto se tornasse numa preocupação porque às 20:42 falhou o motor número quatro, seguido pelo número dois às 20:43 e os dois restantes pararam segundos depois, convertendo o Boeing 747 num planador.

Esta falha simultânea dos quatro motores do 747, que em condições normais é praticamente impossível de acontecer, foi devido ao facto do avião estar a atravessar uma nuvem de cinza provocada pela erupção do Galunggung na ilha de Java.

A tripulação não detectou a nuvem porque o radar de bordo está desenhado para "ver" nuvens normais. O que capta de facto é a humidade que há nelas, enquanto que a nuvem de cinza era seca e não a puderam ver por ser de noite.

Ao entrar nos motores, a cinza fundiu-se aderindo aos componentes e impedindo o seu funcionamento, o que provocou essa falha múltipla.

Felizmente, ao pararem os motores estes arrefeceram, o que fez com que se desprendesse uma boa quantidade de cinza fundida e pudessem voltar a arrancar. Mas algum tempo depois o motor número dois voltou a parar e já não foi possível utilizá-lo durante o resto do voo.

Ao preparar-se para aterrar em Jacarta, a tripulação deparou-se com mais uma surpresa. Os relatórios meteorológicos davam boa visibilidade e não era praticamente possível ver a pista porque as partículas de cinza sobre o pára-brisas tinham produzido o mesmo efeito que um jacto de água à pressão com areia que é utilizado para remover tinta das paredes.

Conseguiram aterrar sem problemas mas o avião teve de ser rebocado para o estacionamento porque a tripulação não via nada

Protocolo de vigilância

O espaço aéreo nas proximidades do monte Galunggung foi encerrado depois deste incidente, mas voltou a abrir poucos dias depois até que um 747 da Singapura Airlines se viu obrigado a desligar três dos seus motores ao passar pela mesma zona no dia 13 de Julho, altura em que foi encerrado permanentemente esse espaço e se organizou um serviço de vigilância.

A partir de então, cada vez que há uma erupção em qualquer parte do mundo, activam-se os protocolos de vigilância que tentam assegurar que incidentes deste género não voltem a acontecer.

Por isso, a erupção de um vulcão na Islândia, a par de ventos predominantes, levaram ao encerramento ao tráfico do espaço aéreo da Grã-Bretanha, Bruxelas e Noruega, provocando o caos nos aeroportos europeus, especialmente porque o aeroporto de Londres funciona como um dos grandes centros de distribuição de passageiros da Europa.

 



Tradução Juris - Artigo original


Criado em: 16/04/2010 • 12:43
Actualizado em: 16/04/2010 • 12:43
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO II


Imprimir Imprimir

Comentários

Ainda ninguém comentou.
Seja o primeiro!


  Do homem eminente podemos aprender mesmo quando se mantem em silêncio  Séneca
^ Topo ^