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Desde 2004
news_artigo.gifA Bíblia (para não crentes)

ECLESIASTES ou COÉLET

O Eclesiastes (Coélet, em hebreu), livro que se inscreve na corrente da sabedoria, é atribuído a Salomão, mas foi certamente escrito no decurso do século III antes da nossa era.

Tal como o livro de Job, Coélet dá corpo à crítica. Face à doutrina anterior da retribuição que, calma e serenamente, defendia que o mal era castigado e o bem premiado, na vida (terrestre), com toda a sorte de sucessos e bens, Job dá uma primeira pedrada no charco conformista, a partir da desgraça que o privou de tudo, inclusive da sua integridade física. Coélet vai mais longe e, com a morte sempre no horizonte, questiona teologicamente o estatuto da vida e a sua organização, denuncia o absurdo da condição humana. Fá-lo com vigor, em termos fortes, que não adianta cristianizar antes do tempo

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

O livro é uma colectânea de cantos populares de amor, usados talvez em festas de casamento, onde noivo e noiva eram chamados rei e rainha. Um redactor reuniu esses cantos, formando uma espécie de drama poético e a tribuiu-o ao rei Salomão, reconhecido em Israel como patrono da literatura sapiencial. A forma final do livro, de altíssimo valor poético, remonta ao século V ou IV a.C.

SABEDORIA

Na ordem cronológica, Sabedoria é o último livro do Antigo Testamento. O título «Sabedoria de Salomão», embora ajustado ao facto de ser este rei a falar em alguns capítulos, é fictício, pois o seu autor, um judeu de Alexandria, escreveu o livro pelo ano 50 a.C. O livro todo está bem resumido na frase: «A justiça é imortal». De facto, o autor identifica a sabedoria com a justiça e mostra que ela é o guia da vida e o princípio da libertação.

ECLESIÁSTICO (ou Ben Sirá)

Conhecido como «Eclesiástico» (livro da ecclesía, Igreja) desde São Cipriano, devido ao papel que desempenhou na instrução dos recém-baptizados, em conformidade com o seu pendor marcadamente moralizante, este livro está assinado e datado, situação rara na Bíblia.

O autor, «Jesus, filho de Sirac» em hebreu, Ben Sirá, donde o nome moderno de Sirácide) parece bem retratado na obra. Foi redigido nas primeiras décadas do século II a.C. O próprio neto do autor, emigrado no Egipto, é quem nos informa que a traduziu para grego por volta do ano 132. A memória do sumo sacerdote Simão sabe a testemunha ocular e, apesar da ameaça do helenismo, nada transparece da situação trágica desencadeada pela perseguição de Antíoco Epifânio.

Uma «nova sabedoria» ensaia aqui os primeiros passos. Nisto reside a inovação mais significativa desta obra: insatisfeita com a esperança limitada que oferecia aos seus seguidores, a Sabedoria, sem renunciar à sua identidade, aproxima-se da outra grande corrente - a história, com toda a gama de acontecimentos recheados de presença divina e de esperanças, para nela descobrir novo fôlego e mais horizonte.

LIVROS PROFÉTICOS

Os profetas sempre exerceram uma forte atracção pela sua coragem de questionar a situação presente e vislumbrar um futuro diferente para o seu povo.

A literatura profética pode ser dividida de várias maneiras. A mais tradicional e comum é a divisão em profetas maiores e profetas menores. Não é pelo facto de uns serem mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão dos seus escritos. Os profetas maiores são quatro: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os menores são treze: Baruc, Oseias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

ISAÍAS

Este livro pode ser dividido em três grandes partes. A parte inicial contém a mensagem do profeta chamado Isaías, cuja preocupação central é a santidade de Deus. A parte seguinte é atribuída a um profeta anónimo, comummente chamado Segundo Isaías, na época do exílio na Babilónia, apresentando uma mensagem de esperança e consolação. A parte final, atribuída a um Terceiro Isaías, apresenta uma colecção de oráculos anónimos que procuram estimular a comunidade que veio do exílio e se reuniu em Jerusalém com os que estavam dispersos. Condena os abusos que começam de novo a aparecer e mostra qual é o verdadeiro jejum necessário para que haja novos céus e nova terra.

JEREMIAS

A actividade profética de Jeremias desenrolou-se entre os anos 627 e 586 a.C. e pode dividir-se em quatro períodos: durante o reinado de Josias, durante o reinado de Joaquim, durante o reinado de Sedecias e depois da queda de Jerusalém.

De maneira crítica, traz consigo a visão dos camponeses sobre a situação do país.

LAMENTAÇÕES

As Lamentações provavelmente foram escritas na Palestina depois da queda de Jerusalém em 586 a.C. São cantos fúnebres que descrevem, de modo doloroso e poético, a destruição de Jerusalém pelos babilónios e os acontecimentos que se sucederam a essa catástrofe nacional: fome, sede, matanças, incêndios, saques e exílio forçado.

BARUC

O livro de Baruc é composto de textos com géneros literários diferentes. Depois de uma introdução, em prosa, contém uma confissão de pecados e uma súplica. A segunda parte, em poesia, contém uma exortação no estilo dos livros sapienciais e um oráculo sobre a restauração de Jerusalém e do povo. Por fim, uma carta, atribuída ao profeta Jeremias. O certo é que estes textos não são de Baruc, o secretário de Jeremias, mas foram escritos provavelmente no século II a.C.

EXEQUIEL

Ezequiel, sacerdote exilado na Babilónia com uma parte do seu povo, anuncia aí as sentenças de Deus. Usa uma linguagem simbólica e indica os passos para a construção do mundo novo.

DANIEL

O livro de Daniel é um livro apocalíptico. Surge no século II a.C. numa altura em que a comunidade está a ser perseguida e em crise. É a época em que o rei Antíoco IV quer acabar com a cultura, costumes e religião dos judeus e, por isso, persegue quem não se sujeita aos padrões e costumes da cultura grega que ele procura introduzir.

A finalidade do livro é sustentar a esperança do povo fiel e, ao mesmo tempo, provocar a resistência contra os opressores.

OSEIAS

Oseias amava profundamente a sua esposa, mas ela deixou-o para se entregar a outros amantes. Esse amor não correspondido ultrapassou o nível de frustração pessoal para ser uma enorme força de anúncio: o profeta apresenta a relação entre Deus, sempre fiel e cheio de amor, e o Seu povo que O abandonou e preferiu ir ao encontro de ídolos.

Oseias torna-se então denunciador de toda a espécie de idolatria, a que ele chama prostituição. Essa comparação será daí para a frente uma constante nos escritos bíblicos. E não se fica por aqui. Prostituição é também fazer alianças com potências estrangeiras que provocam dependência, exploração económica e opressão ou golpes de estado que preservam os interesses das minorias.

JOEL

O livro de Joel está dividido em duas partes: na primeira, narra-se uma terrível invasão de gafanhotos que devasta as plantações do país. Diante disso, Joel pede a participação de todos numa grande manifestação de penitência e jejum que é atendida por Deus. Como a dado passo compara os gafanhotos com um exército, talvez se possa pensar que se trata de uma invasão inimiga, dado que não se sabe em que tempo viveu Joel.

A segunda parte do livro parece nada ter a ver com a primeira. É aqui anunciado o Juízo final. Joel é também chamado o profeta de Pentecostes porque Pedro cita alguns versículos seus no discurso que fez no dia de Pentecostes.

AMÓS

Amós era lavrador. Tornou-se incómodo e foi expulso dos locais por onde anunciava a sua palavra contra a injustiça social. Proclamou que o julgamento de Deus iria atingir não só as nações pagãs mas também, e principalmente, o povo escolhido. Este já se considerava salvo, mas na prática era pior que os pagãos. Denunciou a riqueza dos poderosos que oprimiam os fracos, os que roubavam e exploravam e depois iam ao santuário rezar, pagar o dízimo, dar esmolas para sossegar a própria consciência. Denunciou os juízes que julgavam de acordo com o dinheiro que recebiam dos subornos, os comerciantes e os açambarcadores sem escrúpulos que deixavam os pobres sem possibilidades de comprar e vender mercadorias por preço justo.

ABDIAS

Nos vinte e um versículos que compõem o seu «livro», Abdias aborda uma questão séria e importante: a necessária solidariedade entre irmãos, sobretudo quando algum experimenta um mau bocado.

JONAS

Jonas figura entre os livros proféticos, em parte, porque existiu em Israel um profeta com o mesmo nome. Em vez do conjunto de oráculos, característica profética, este livrinho apresenta uma narrativa seguida, com três cenas, uma história repleta de imagens, um relato «exemplar», à maneira de Rute ou de Job, procurando inculcar pedagogicamente a mensagem.

MIQUEIAS

O profeta Miqueias é de origem camponesa e isso manifesta-se numa linguagem concreta e franca, comparações breves e jogos de palavras. Denuncia tal como outros profetas antecessores as injustiças que grassam no seu tempo. Bem podem os ricos açambarcadores, os credores impiedosos e os comerciantes fraudulentos proclamar a justiça e asseverar que Deus está com eles. Bem podem os sacerdotes e profetas gananciosos, os chefes tirânicos e os juízes venais cumprir ritos certinhos e desempenhar tarefas formais. Para estes o castigo está decidido. Fica uma palavra de esperança e o anúncio do nascimento do Messias na pequena cidade de Belém.

NAUM

Naum trouxe aos oprimidos uma mensagem de consolação e reconforto. A descrição viva que transborda dos seus escritos, eivada de nacionalismo, está longe do Evangelho e até do universalismo do II Isaías. Afirma, no entanto, uma certeza vincada e profunda: Deus acompanha os acontecimentos da história, nada Lhe é alheio.

HABACUC

O livro de Habacuc apresenta uma articulação simples e ordenada: um curto título, seguido dum duplo diálogo do profeta com o seu Deus e uma conclusão final que relembra o Senhor e a sua força.

SOFONIAS

O profeta viveu e exerceu a sua actividade em tempos dramáticos para a região. O tom do livro, com ataques e censuras às modas estrangeiras, aos falsos deuses, aos ministros e demais responsáveis. Possui os elementos clássicos dum depoimento profético: oráculos contra Judá, reforçados com as cores de «o dia de Javé», pronunciamentos contra as nações vizinhas e contra Jerusalém, promessa finais de conversão e reabilitação.

AGEU

Findo o cativeiro na Babilónia, graças ao édito de Ciro, adivinha-se a alegria do grupo de israelitas regressado à Palestina sob a chefia de Zorobabel. O delírio cedo desaparece. As casas deixadas estavam em ruínas e parte ocupada por estranhos. A mensagem deixada por Ageu dá início à profecia pós-exílio cuja palavra chave é restauração (e já não castigo e consolação). Está em embrião a nova comunidade da Palestina. Vai nascer o Judaísmo.

ZACARIAS

A primeira parte do livro contém os oráculos. É uma época em que a comunidade judaica procura reconstruir as suas bases de fé e vida social. O profeta reanima a esperança e estimula os compatriotas a arregaçar as mangas para construírem o Templo, símbolo da fé e unidade nacional.

MALAQUIAS

Reconstruído o Templo de Jerusalém a vida regressa à normalidade. Malaquias é o último dos profetas clássicos. Mostra que a submissão a um frio código de leis não tem sentido. Em estilo de perguntas e respostas, Malaquias obriga os ouvintes a rever a própria fé e a lutar contra a hipocrisia de uma religião desligada da vida quotidiana e da prática da justiça.



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(a seguir: o Novo Testamento)




Criado em: 13/10/2009 • 22:46
Actualizado em: 13/10/2009 • 22:59
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Comentários


Comentário n°1 

maria joo pape 15/10/2009 • 18:50

Acho de uma utilidade extraordinária esta explicação do Livro mais importante. Porque é isso que a Bíblia é : para os crentes, é o guia; para os não crentes, porque é usado como prova das suas conclusões. Resumindo: é o livro mais lido e importante para toda a Humanidade.

P.S.: Cá para nós, crentes, que ninguém nos ouve, Deus conseguiu o seu intento!

Parabéns pelo artigo!!!!!!!!!


  Beijar é cultura; só assim se conhece várias línguas  Anónimo
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