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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO - Novas crenças para novos tempos


Um dos motores que põe em marcha a procura de novas explicações está nos paradoxos com que continuamente nos deparamos e que a inércia de um conhecimento linear rejeita, denominando-as como excepções à regra, sem as reconhecer como expressões da complexidade da realidade que se anuncia através delas.

Os fenómenos paradoxais incentivam a observação dos efeitos das acções que pomos em prática e cujos resultados não correspondem inteiramente ao esperado.

Através dessas manifestações, podemos desenvolver novos mapas da realidade que queremos desvendar, como astrónomos que constroem mapas siderais: admitindo a existência de algo não quantificado a partir de certos comportamentos ou reacções, de origem desconhecida, elaboram mapas da realidade astronómica.

Desta forma intuitiva, nós também nos aproximamos da interpretação do que supomos existir, criando modelos teóricos que incluem novos parâmetros, deduzidos a partir dos comportamentos observados.

Desta forma se constrói ou amplia, um novo ambiente que permite uma melhor explicação de nós próprios e da nossa própria razão de ser. No novo ambiente desenhado, voltarão a manifestar-se, mais cedo ou mais tarde, novos paradoxos para novas pesquisas.

Cenários de realidade

O ser humano cria cenários para se sentir real, mas a realidade que cria não resolver os enigmas da Realidade. A sua acção é o meio para a auto-realização como ser humano dentro da substância de que é formado.

O seu esforço não se destina a criar o exterior a ele: é uma tentativa para compreender a sua existência ou o conteúdo do que está realmente a começar a moldar as novas possibilidades da própria realidade. Estas possibilidades são realizadas graças às crenças do actor ou actores.

As crenças são herdadas dos antepassados e são renovadas com as experiências de novas gerações de indivíduos e das sociedades.

As crenças alimentam-se dessas experiências que as pessoas confirmam e não questionam porque não detectam a natureza e a origem da realidade em que operam. Desta forma, a crença deixa de ser um instrumento de criação para se tornar numa verdade absoluta, imutável.

O capital das crenças

As crenças de hoje são fruto do esforço dos nossos antepassados para tornar a vida possível na Terra. Se acreditamos que agora a possuímos (a Terra) é porque os seus esforços deram frutos. "Herdamos todos aqueles esforços em forma de crenças que são o capital em que vivemos", diz José Ortega y Gasset, na sua obra "Ideias e crenças" (1940).

No entanto, como instrumento de criação humana, as crenças deixam de ser úteis quando impedem a realidade de se desenvolver em harmonia com outras crenças, quando surgem factores de desequilíbrio internos e externos à pessoa que os carrega, quando impedem o crescimento espiritual para se transformarem num dogma de fé que causa destruição em qualquer ambiente.

Se a crença é um instrumento para a criação material, é necessário que os horizontes da convicção se expandam para continuar a operar e permitir que a consciência do que somos emerja através desse poder de criação.

Eu sou eu e as minhas crenças

Por todas estas razões, podemos incorporar o factor crença na definição de realidade que propõe o grande filósofo espanhol Ortega y Gasset, na sua bem conhecida frase: "eu sou eu e as minhas circunstâncias". Isso permitiria definir a realidade como "eu sou eu, as minhas crenças e as dos outros com as quais construímos "as circunstâncias".

Como identificar as crenças que foram úteis no passado e são agora obsoletas, porque inibem a evolução humana, o poder do espírito, o progresso da consciência do que somos, o encontro com a unidade, a empatia com os outros seres humanos, a compreensão da realidade que vivemos e o significado do que acontece?

Para renovar o modelo que nos sustenta, para renovar o poder das crenças, contamos hoje com novos conhecimentos, novas ideias que enriquecem o pensamento e partem das ciências físicas, mas também da nova biologia, da neurociência, das ciências da informação e de muitas outras.

Os novos conhecimentos aproximam-nos da complexidade da realidade, do conhecimento da existência de outras dimensões, tão reais ou mais que as três em que, parece, nos movimentamos.

A crença como atractor
    Nota do tradutor: Um atractor pode ser definido como o conjunto de comportamentos característicos para o qual evoluiu um sistema dinâmico independentemente do ponto de partida. Num Atractor Estranho o sistema flutua para sempre entre vários estados de um modo que não é aleatório, nem é fixo, nem oscilatório, mas sim uma flutuação contínua caótica.
É preciso que a acção humana tenha em conta a complexidade de factores que se conjugam, neste momento, para materializar um instante de realidade, questionando, perante os novos conhecimentos, as interpretações que se fazem e impedem outras leituras possíveis.

Crenças são como os "atractores estranhos" que permitem que todos os factores envolvidos, como partículas da realidade a construir, estruturar, materializar, são vistas como uma única expressão ou probabilidade de expressão que confirmaria aquela crença que está por trás da nossa concepção do mundo e das coisas.

Muitos falam sobre o momento de transição por que passa a sociedade humana e que se manifesta nas condições mundiais tão debatidas hoje em dia (guerras, epidemias, fome, alterações climáticas, etc.) Para todos os habitantes do planeta, conceber hoje o quotidiano no meio de tantas convulsões é um esforço que não conhece uma "medida padrão".

Daí a necessidade de sabermos situar nas características que definem esse instante de incerteza, riscos, confusão, perda de símbolos, padrões, contradições, lutas, infantilidade e conservadorismo, dogmas e frivolidades, custos e preços difíceis de avaliar.

O oráculo da intuição

Não podemos olhar para o ciclo em que vivemos, com tudo o que está a tornar-se evidente, e perder de vista que é parte de um processo que não sabemos aonde conduz, até que o processo não tenha acabado de conjugar e harmonizar todas as suas variáveis, que passam pelo processamento e assimilação das experiências de todos os "participantes" (activos ou passivos, conscientes ou inconscientes, agentes ou pacientes...). Sempre foi assim.

A humanidade sempre necessitou de oráculos para racionalizar a situação e dar, através de uma boa receita, orientações a seguir para melhor funcionar. Hoje a ciência e a tecnologia parecem querer desempenhar esse papel.

Eu diria que nestes momentos o melhor oráculo é a intuição que, como uma bússola, nos indica o melhor caminho para amar, compreender e aceitar o momento em que vivemos e a experiência que, como indivíduos e sociedade, estamos a adquirir, na convicção de que toda esta experiência conduz a um maior rácio de consciência. Os desafios são grandes, sempre o foram, medidos em relação às capacidades humanas de cada época.

Incineração de um modelo

A este ciclo em que vivemos corresponde a incineração de um modelo. Manifesta-se no desajuste entre o conhecimento científico e a vida quotidiana; entre a emergência de um novo paradigma e a obsolescência das instituições nascidas ao abrigo da modernidade; entre as necessidades de sobrevivência da espécie e o facto de termos um modelo de desenvolvimento inquestionável; entre a compreensão da complexidade e o sentido da vida humana e os radicalismos nas formas religiosas e políticas.

O problema está em como manter o equilíbrio individual e social no meio de tantos desajustes. A paz que precisamos para enfrentar os desafios que nos fazem viver, só a pode dar a compreensão do momento em que vivemos, aceitando o que é, o conhecimento da complexidade da realidade e das suas manifestações, a humildade para reconhecer que não servem as respostas simples nem as receitas, nem os dogmas, porque o desafio é um novo desafio. Também o reconhecer a experiência acumulada pela humanidade.

Esta etapa (com as suas opções) é mais um passo na caminhada humana em direcção à compreensão do que é como espécie, aceitando que nesta dimensão em que se manifesta a nossa vida e o nosso meio ambiente é apenas um espaço onde se dirimem as leis que regem o que mais nos unifica (o transcendente, a alma, a vida, o desconhecido e incompreensível ...) num universo multidimensional e sem limites que está plenamente intracomunicado.

Alicia Montesdeoca




Criado em: 02/07/2009 • 09:52
Actualizado em: 02/07/2009 • 10:02
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO


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