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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO - Gripe A (H1N1)

O que é este vírus?

Existem três tipos de vírus da gripe (A, B, C) e vários subtipos. Este vírus é do tipo A (o mais comum de todos) e subtipo H1N1.

As letras H e N designam duas proteínas de superfície do vírus (hemaglutinina e neuraminidase). O número que lhe está associado indica o seu grau de afinidade com o metabolismo humano (1 para a mais alta afinidade; 15 para a mais baixa).

Para os virologistas, H e N são utilizados como marcadores, pois podem quantificar o grau de adaptação do vírus da gripe ao metabolismo humano. No entanto, eles não fornecem informações sobre a perigosidade ou a virulência do vírus. Eles representam apenas uma ínfima parte do seu conteúdo genético.

Nos meios de comunicação social, associou-se muitas vezes este novo vírus ao da gripe espanhola - que em 1918 matou 20 milhões de pessoas - porque ambos pertencem ao subtipo H1N1. Mas é também o caso da grande maioria da gripe sazonal (duas estirpes circularam nos últimos anos: H1N1 e H3N2).

A variabilidade dentro de cada subtipo, sendo importante, leva erradamente a que se estabeleça uma tão grande analogia entre a gripe espanhola e a mexicana (assim chamada porque os primeiros casos apareceram no México).

Como se transmite?

Como uma gripe tradicional, de pessoa para pessoa, por via respiratória ou pelo contacto (um aperto de mão, por exemplo). No entanto é impossível apanhar a "gripe suína" ao comer carne de porco: a transmissão é feita exclusivamente de uma pessoa para outra.

Qual é a sua origem?

As primeiras análises genéticas revelaram a presença de sequências de ARN ou ácido ribonucleico (RNA, em inglês, Ribonucleic Acid) de origem suína neste vírus.

Daí o nome de gripe suína. No entanto, a origem deste vírus permanece incerta. Vários cenários são possíveis: ou o vírus provém de um suíno doente que contaminou o homem por via respiratória (o porco nunca foi identificado) ou a gripe não existe no porco.

Esta seria, portanto, uma nova estirpe, resultado de uma recombinação genética entre um vírus suíno e um vírus humano.

Além disso, não está excluída a hipótese de uma outra parte do genoma viral ser de origem aviária. Análises posteriores virão, sem dúvida, aprofundar este ponto. Entretanto, a OMS recomenda que ele seja chamado Gripe A (H1N1).

Se a primeira hipótese for confirmada, seria a primeira vez que uma "gripe suína" passaria para os seres humanos. O fenómeno é, no entanto, esperado: o genoma do porco está mais próximo do homem do que o do frango.

Na verdade, um vírus suíno tem mais possibilidades de atravessar a barreira da espécie e de se propagar entre a população humana. Com um vírus de origem aviária, a contaminação é excepcional.

Outro parâmetro que facilita a passagem do vírus suíno para o homem é a temperatura interna. A do porco está relativamente próxima da do homem. Este é um ponto importante, porque o vírus da gripe é muito sensível às variações de temperatura.

Este vírus é perigoso?

Ainda não se sabe neste momento, porque para se poder responder a esta pergunta, é preciso conhecer as taxas de transmissão entre humanos e de mortalidade. Temos, portanto, de realizar uma análise epidemiológica, o que implica ter números fiáveis.

Estabelecimento de um diagnóstico correcto: perante um caso suspeito, é enviada uma amostra nasal para o laboratório, o RNA é extraído, amplificado e analisado. Se se encontrar o RNA do vírus, o caso é confirmado.

Até 7 de Maio, o vírus matou 29 pessoas no México e dois nos Estados Unidos. "Devemos ser cautelosos sobre as conclusões a tirar", afirma Jean-Paul Gonzalez.

"De acordo com os nossos colegas no México, as pessoas que morreram chegaram aos hospitais em estado tão avançado (pneumonia) que não foi possível fazer muito por elas. Ora, em França, são raras as pessoas que sofrem de gripe que deixam desenvolver a doença a este ponto. Vão ao médico e o caso é resolvido."

Os mortos registados no México teriam mais a ver com a deficiente cobertura sanitária mexicana do que com a virulência real do vírus. Além disso, no início da epidemia, todas as mortes suspeitas relatadas no México foram atribuídas a esta gripe.

Como explica Jean-Paul Gonzalez, "neste tipo de situações de emergência sanitária, as autoridades tendem a tornar a doença "emergente" responsável por todas as mortes suspeitas observadas. Isto inflacciona os números e distorce a realidade. Foi o que aconteceu durante a epidemia de SARS e da gripe aviária na Ásia."

Segundo a OMS, foram confirmados 1893 casos de infecção por este vírus em 23 países, incluindo 942 no México e 642 nos Estados Unidos. Na Europa, a Espanha é o país mais afectado com 73 casos confirmados, contra 5 em França.

Quem pode ser afectado?

No México, esta gripe matou pessoas jovens e saudáveis. Significará isto que o vírus ataca preferencialmente estas faixas etárias?

"É demasiado cedo para responder a esta questão", diz Xavier de Lamballerie. "É preciso, infelizmente, esperar que a epidemia se espalhe para se saber ao certo. Mas a verdade é que o vírus da gripe pode afectar diferentes grupos etários".

Assim, o vírus da gripe sazonal, que mata 5.000 pessoas por ano em França e vários milhares em todo o mundo, é especialmente mortal entre os idosos, enquanto o vírus da gripe espanhola matou jovens adultos.

Porque foi dado o alerta?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o estado de alerta 5 - numa escala de 6 - de riscos de gripe pandémica. Esta escala visa coordenar melhor as acções nacionais e internacionais.

"O alerta não tem ligação ao grau de perigosidade ou virulência do vírus", disse Xavier de Lamballerie. O nível de alerta 5 é declarado quando a transmissão entre humanos é comprovada e em dois dos países da OMS, pelo menos, são afectados pela mesma estirpe de gripe".

Os dois especialistas estão de acordo: "é inútil alimentar uma psicose. Máscaras e tratamentos antivirais serão utilizados se for necessário.

Tal como está, não há motivo para um alerta nacional. Se, em última análise, se observar um aumento dos síndromas gripais numa cidade ou hospital, serão postas em prática barreiras sanitárias."

Podemos tratar a gripe?

Sim. Se ela for detectada bastante cedo, um tratamento antiviral (Tamiflu) é eficaz. No caso de sintomas gripais (febre, tosse, secreção nasal, dores musculares ou articulares), uma consulta médica é fortemente recomendada.

Se estes sintomas surgem depois de uma viagem numa área de risco, o Ministério da Saúde aconselha chamar os serviço de emergência médica nacional.

Para quando uma vacina?

Seis meses é o que acaba de anunciar uma equipa da Universidade de Leicester (PNAS, 27 de Abril de 2009). "A produção de uma vacina contra a gripe (sazonal ou outra) é delicada. Obriga a uma tecnologia muito específica e, por isso, leva tempo", diz Xavier de Lamballerie.

"A vacina contra a gripe sazonal, é provavelmente muito pouco eficaz contra esta nova estirpe, dada a grande variabilidade do subtipo H1N1".

A ideia seria integrar esta nova estirpe viral na próxima vacina contra a gripe sazonal. Uma vacina específica? Uma vacina contra a gripe sazonal, incluindo esta nova gripe? Ambas as opções são possíveis. Cabe agora à OMS decidir.

Viviane Thivent e Isabelle Bousquet


Nota:
Jean-Paul Gonzalez é director de investigação no IRD e director do Centro Internacional de Investigação Médica em Franceville, no Gabão.

Xavier de Lamballerie é virologista e professor na Universidade Aix-Marseille II, França.





Criado em: 11/05/2009 • 10:03
Actualizado em: 11/05/2009 • 11:52
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO


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Comentários


Comentário n°1 

samora_c_p_sobrinho 08/07/2010 • 14:14

   De bom agrado estou bastante satisfeito a com a idicação que me foi bastante fornecida para uma pesquisa de estudo que estou a a desenvolver, e gostarias de saber  concretamente quais foram ate hoje os resultados para o combate a estas epidemia global, e tão impreecionante como esses virus de extrema forma cronica pode afectar toda humanidade mundialmente?..

sem mais nenhum assunto, espero encontrar mais artigos como este na net..


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