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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO - Solidão

A solidão escolhida e a que nos escolhe

Ao contrário da que é imposta, a solidão desejada proporciona uma sensação próxima da liberdade que, por sua vez, pode inspirar o sossego necessário para aguentar o stress do dia a dia

O sentimento de solidão é um dos mais difíceis de aguentar. O ser humano é, por natureza, social, necessita dos outros para estabelecer relações pessoais e viver de forma satisfatória.

Mesmo que algumas pessoas sejam muito autónomas e independentes, necessitam, de uma ou outra forma, da qualidade das suas relações sociais para gozar de um estado de alma saudável.

O bem-estar geral de uma pessoa depende, em grande medida, da qualidade dos seus vínculos com os outros. Por isso, define-se Saúde como o bem-estar físico, psicológico e social.

A solidão é um factor prejudicial para a saúde social e tem consequências negativas na saúde psicológica, como a tristeza. A saúde pode sofrer danos segundo as relações sociais que se estabeleçam; se estas não são satisfatórias, os sentimentos de solidão não tardam a aparecer.

Se os sentimentos de tristeza provocados pela solidão se mantêm durante algum tempo, podem aparecer sintomas de tipo depressivo.

Por este motivo é importante manter relações pessoais saudáveis e que proporcionem prazer, o que nem sempre é simples num contexto social em que se prima por um certo individualismo.

As famílias são cada vez menos numerosas, existe maior mobilidade laboral e as povoações são cada vez maiores. Neste contexto é fácil as pessoas sentirem-se anónimas e com a sensação de não fazerem parte de um grupo.

Na sociedade actual existe um caldo de culturas com os ingredientes necessários para que os vínculos pessoais sejam algo débeis, desaguando num sentimento de solidão subtil, mas constante.

Para algumas pessoas, a partilha de tempo com os outros pode levá-las a um sentimento de solidão por não terem confiança suficiente nas suas relações.

A solidão desejada (ou sentir-se bem em solidão)

O sentimento de solidão nem sempre é prejudicial. Nalguns casos opta-se pela realização de tarefas solitárias. Trata-se de uma solidão procurada que nada tem a ver com sentimentos de tristeza e pode ser muito gratificante porque fomenta o bem-estar emocional. Definitivamente, saboreiam-se mais os momentos de intimidade do que de solidão.

Quando alguém decide dispor de tempo para si mesmo, gosta de estar sem a companhia dos outros durante um tempo limitado. Costuma acontecer por tomada de decisão que pode ser imprescindível para fomentar o bem-estar pessoal. Isso indica autonomia e independência.

Quando há vínculos sãos e fortes com as pessoas que nos rodeiam, podemos desfrutar da nossa intimidade. Não sofremos porque sabemos poder contar com as pessoas próximas que contribuem para o nosso bem-estar e a quem podemos recorrer se o desejamos.

A solidão desejada ou autonomia não é só uma opção, mas algo recomendável. Pode assemelhar-se a um momento de descanso, já que é um momento livre de obrigações.

Nesses momentos, é provável que se sinta uma sensação próxima da liberdade, que por sua vez pode inspirar o sossego necessário para aguentar o stress do dia a dia.

Gozando desta liberdade pessoal pode escolher-se o que mais apetece fazer sem necessidade de dar explicações a ninguém, que é o mesmo que tirar de cima todas as obrigações, mesmo que seja só por umas horas.

Em suma, todos devíamos reservar certos momentos de intimidade para nós próprios, até porque na sociedade actual é difícil encontrar situações que nos permitam saborear a sensação de liberdade, normalmente por falta do tempo que as obrigações exigem.

Trata-se de algo quase terapêutico para quem trabalhe em excesso ou dedique a maioria do seu tempo ao cuidado dos outros.

Há ocupações que podem supor um desgaste pessoal importante. Quem se dedica a profissões assistenciais, como enfermagem, medicina ou atendimento ao público em geral, pode estar debaixo de um grande stress social, da mesma forma que as pessoas que se dedicam às tarefas domésticas; para elas pode ser muito benéfico reservar um tempo pessoal.

Há pessoas que fizeram da solidão desejada uma forma de vida: é o caso dos solteiros que escolheram uma vida mais independente ou as pessoas que gozam viajando sós ou até os que preferem realizar tarefas sozinhas no seu tempo livre.

A autonomia não deve ser sinónimo de isolamento. Cuidar e manter as relações existentes é sempre um bom investimento. Só gozaremos da independência se tivermos relações sociais fortes e satisfatórias.

Quando a solidão afecta

A solidão não desejada costuma estar relacionada com emoções negativas que resultam de circunstâncias que a pessoa não escolheu.

Quando não há vínculos com os outros ou estes são superficiais, podem surgir sentimentos de tristeza que afectam o estado de espírito e diminuem a motivação para o relacionamento.

Isolar-se socialmente não é, normalmente, um desejo. Há pessoas que optam por não se relacionar em excesso mas desejariam ter vínculos sociais satisfatórios, mesmo que algo os impedisse de relacionar-se com normalidade.

A falta de aptidões ou fobia sociais ou um ressentimento patológico dificulta o estabelecimento de vínculos pessoais. O medo exagerado de estar com outras pessoas provoca uma solidão que é produto de pensamentos distorcidos.

Este estado de coisa impede o relacionamento e dificulta as relações íntimas, tão necessárias para o bem-estar psicológico. Portanto, o isolamento social, acompanhado de uma baixa auto-estima e confiança pessoal, será motivo para um pedido de ajuda a um profissional da saúde.

A solidão não desejada também pode produzir-se por uma mudança repentina no ambiente, como a ruptura de relações pessoais. Neste caso é importante o apoio das outras pessoas para evitar o aparecimento exagerado dos sentimentos de perda.

Outro tipo de solidão, mesmo que possa parecer algo contraditório, é a de estar com outras pessoas mas com a sensação de não fazer parte do grupo.

Costuma acontecer quando alguém guarda para si a informação que gostaria de partilhar, mas que de algum modo não encontra forma de o fazer. Este é um tipo de solidão bastante frustrante porque não permite o gozo de uma relação íntima que traga segurança.

É habitual em pessoas que guardam para si os problemas ou porque não têm a suficiente confiança para os partilhar ou porque lhes falta assertividade (capacidade de nos expressarmos aberta e honestamente) para fazer respeitar os seus pontos de vista.

Neste caso é recomendável manter as relações já existentes e ampliar o ambiente social. Partilhar emoções e sentimentos e abrir um pouco da nossa intimidade pessoal, fomenta os vínculos com os outros.

Quando se partilha algo mais que companhia, o sentimento de solidão diminui em benefício do bem-estar social e psicológico.




Criado em: 07/03/2009 • 09:56
Actualizado em: 07/03/2009 • 09:58
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO


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Comentários


Comentário n°1 

Sagain 10/03/2009 • 00:59

Se a pessoa é eminentemente social, ninguém cresce sózinho, logo a solidão é detractora do crescimento.Porém, não raramente, é na interacção com os outros que  a solidão emerge, cresce e dissipa o Homem, mas não a Pessoa. Esta pode estar só (sózinho) mas  não em solidão. O artigo constitui um bom memento para refexionar dois conceitos distintos: "solidão" e "estar só". E se o primeiro reenvia quase sempre ao vazio e à falta, o segundo pode equivaler ao crescimento pessoal e até à criação. Por exemplo a escrita é um acto solitário mas não de solidão.


  Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou.
É preciso ir mais longe. Eu penso 99 vezes e nada descubro.
Deixo de pensar, mergulho num grande silêncio e o que busco é-me revelado.  
Albert Einstein
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