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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO - O homem certo para o cargo pode ser uma mulher?

A recessão global em que vivemos poderá levar a que as mulheres ainda tenham mais problemas para fazer parte de um conselho de direcção das empresas, ou seja, para chegar aos mais altos cargos das organizações.

Esta é uma das conclusões a que chegou um estudo levado a cabo pela consultora Hudson “Could the right men for the job be a women?”

Esta conclusão não deixa de ser paradoxal, já que os autores do estudo também sustentam que as mulheres estão mais bem preparadas para liderar as modernas organizações e para responder aos desafios de gestão centrando-se nas pessoas.

No entanto, neste momento de recessão as mulheres com mais talento terão que lutar mais para alcançar posições de influência, porque os gestores seniores (na sua maioria homens) vão tender a promover aqueles que mostrem características mais “masculinas” e, portanto, familiares para eles.

Faz sentido se pensarmos que, por natureza, nos momentos de incerteza, rejeitamos o desconhecido e agarramo-nos ao conhecido.

Segundo antecipa Management-Issues, o estudo de Hudson analisou mais de 65.000 pessoas para concluir que a capacidade inata das mulheres para serem altruístas, orientadas para as pessoas, cooperadoras e abertas faz com que estejam muito mais bem preparadas para liderar as organizações do século XXI.

No entanto, são precisamente todas essas virtudes que as estão a impedir de progredir dentro das suas próprias organizações. Como consequência, muitas estão a imitar a liderança masculina como forma (desesperada) de atingir esses desejados cargos.

Estilo masculino

As empresas estão a promover cada vez mais os perfis que respondem a rasgos masculinos (decisão, persuasão e liderança) para tratar de sobreviver à crise. Neste contexto, as mulheres ver-se-ão obrigadas a fazer esforços extra ou a adoptar esse estilo para subir.

Segundo os autores do estudo, esta estratégia tem mais em conta o curto prazo e está a reforçar a hierarquia do homem sobre a mulher. Este facto reverte os recentes progressos de igualdade de género nas empresas, o que vai em prejuízo das organizações.

O relatório é muito claro: “As mulheres podem liderar melhor que os homens se não são forem forçadas a adoptar o estilo masculino e a sacrificar os seus instintos naturais”.

O estudo também chega à conclusão que as mulheres dos níveis “top” mostram rasgos de personalidade opostos à das mulheres em geral. Como os homens que também estão nesses níveis “top” dentro das organizações, as mulheres que participaram neste amplo estudo pontuaram muito alto em extroversão, decisão, pensamento estratégico, autonomia e centralização nos resultados.

Mas, essas mesmas mulheres, e ao contrário dos seus colegas masculinos, também prestam atenção a características tipicamente femininas como são a abertura e o altruísmo.

Concretamente, as líderes mais jovens eram as que se centravam mais no altruísmo, na cooperação e na orientação para as pessoas, enquanto que as mais experientes privilegiavam a abertura e o pensamento de liderança.

Actualmente, o que os autores do estudo denominam “coligação dominante” dentro dos conselhos de administração das empresas ainda favorece os homens “clones” da liderança dominante.

No entanto, a evolução demográfica da população e a cambiante natureza dos negócios forçará as organizações a prestar mais atenção ao que as mulheres têm para oferecer.

Ao mesmo tempo, os requisitos específicos das novas gerações de colaboradores poderiam ajudar as mulheres a mostrar que possuem valor acrescentado como líderes e que têm capacidade para mudar o estilo de liderança das empresas.

O mesmo dilema

O problema para muitas mulheres em postos de liderança é que se encontram perante um mesmo dilema: se actuam como o típico líder masculino, sentem-se “duras” ou “frias” porque o seu comportamento destoa totalmente com aqueles estereótipos tidos como tipicamente femininos.

Mas se se comportam como a “típica” mulher são vistas como menos eficientes, porque o estilo masculino ainda é considerado como o mais efectivo.

Os autores do estudo chegam à conclusão que as mulheres que ocupam cargos de responsabilidade podem beneficiar mais se deixarem transparecer o estilo característico da sua personalidade feminina.

Sobre este assunto as empresas têm muito a dizer. O estudo convida-as a ver que atitudes são mais críticas para os líderes actuais e futuros em relação à sua estratégia de negócio antes de decidir que homem ou mulher é melhor para ocupar o cargo.

Raúl Morales




Criado em: 25/11/2008 • 09:52
Actualizado em: 25/11/2008 • 09:52
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO


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