Menu
Qui Quae Quod

Fechar Responsabilidade Social Corporativa

Fechar ARTIGOS DE OPINIÃO

Fechar Justiça Restaurativa

Fechar Multiculturalismo

Fechar Dossier Europa

Fechar ARTIGOS DE FUNDO

Fechar ARTIGOS DE FUNDO II

Fechar ARTIGOS DE FUNDO III

Fechar TENDÊNCIAS 21

Fechar CIBERDIREITOS

Fechar No gesto da procura

Fechar Os erros do ditado

Fechar Para ler e deitar fora

Fechar O canto dos prosadores

Fechar UTILITÁRIOS

Fechar Apresentações

Fechar Barra JURIS

Fechar CANCIONEIRO de Castelões

Fechar Coisas e loisas da língua portuguesa

Fechar DIVULGAÇÃO DE LIVROS

Fechar Delitos Informáticos

Fechar Encontros

Fechar JURISPRUDÊNCIA

Fechar Livros Maravilhosos

Fechar MANUAL DE REQUERIMENTOS

Fechar NeoFronteras

Fechar Nova Lei das Rendas

Fechar O canto dos poetas

Fechar Vinho do Porto

Fechar Workshops

Relax
Pesquisar



Visitas

   visitantes

   visitantes online

PREFERÊNCIAS

Voltar a ligar
---

Nome

Password


SOS Virus

Computador lento?
Suspeita de vírus?
Fora com eles!
AdwCleaner

tira teimas!
--Windows--

Já deu uma vista de olhos pelas gordas de hoje?


Desde 2004
news_artigo.gifCANCIONEIRO de Castelões - Romances - Romance VII

Este romance "'Stando Dona Clarinda" encontra-se em Almeida Garrett no Romanceiro Vol. II, pág. 7.

Em Afonso Lopes Vieira (Branca Flor e Frei Malandro - dois pequenos poemas de amor, Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 1947 in 8.º, pág. 92) a página cinquenta e seis refere-se à passagem da amostra da metade do anel:

E a minha rica menina
Será como a bela infanta
Naquele bendito dia
Em que lhe o esposo chegou;

Do anel de sete pedras
Que eu convosco reparti
Amostrai vossa metade
Que a minha vêde-la aqui...



Encontra-se o romance que segue em o Douro Litoral V, 1942 - Cancioneiro de Monte Córdova, a págs. 24, 25 e 26, com música e com o título A Bela Infanta.

Aparece também nas Tradições Populares de Sto Tirso (A. C. Pires de Lima, Revista Lusitana, vol. XVIII, pág. 56).





'Stando dona Clarinda
No seu jardim assentada,
Um pente d'ouro na mão
Tão bem se penteava.

Botou os olhos ó mar
Biu a nova barca qu'andava;
- Digasenhor Capitão,
Se marido que Deus me deu,
Se na sua barca andava;

- Nem o vi, nem o conheço,
Nem sei que trajo levava;
- Levava cabalo branco,
Com sua silha amarela;
Na ponta da sua espada,
Uma bandeira de guerra.

- Pelos sinais que me dais
Esse home lá ficou,
Cum vinte e cinco facadas
Que no seu corpo levou.

- Coitada de mim senhor,
Coitada de mim, coitada,
Que até'gora fui senhora
E agora serie criada.

- Quanto deras vós, senhora,
A quem lhe trouxesse aqui?
- Três filhas que eu tenho,
Todos três eu dera a si,
Uma para o lavar,
Outra para o remendar,
A mais formosa delas todas
Para consigo casar.

- Num quero as suas filhas
Que não me convém a mim;
Quanto dera vós senhora
A quem lho trouxesse aqui?

- De três moinhos qu'eu tenho
Um de moer ouro,
Outro prata e outro marfim.

- Não quero os seus moinhos
Que não me convém a mim.
Quanto dera vós senhora
A quem lhos trouxesse aqui?

- Não tenho mais que vos dar,
Nem vós mais que me pedir;
- Peço-vos uma hora de cesta
Para convosco dormir!

- Cavalheiro que m'assim fala
Dévea ser arrastado,
À volta do meu jardim
E ó rabo do cavalo;

- Lembra-te Clarinda,
O anel que t'eu parti,
Qué da tua metade?
A minha, vê-la aqui.


De Almerinda Rosa, a "Tamanqueira"
Abril de 1947


Criado em: 08/11/2008 • 10:32
Actualizado em: 08/11/2008 • 10:34
Categoria : CANCIONEIRO de Castelões


Imprimir Imprimir

Comentários

Ainda ninguém comentou.
Seja o primeiro!


  Há duas palavras que abrem muitas portas: puxe e empurre.  Anónimo
^ Topo ^