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news_artigo.gifARTIGOS DE OPINIÃO - AS BOAS ALMAS

Por: Gil Teixeira

Gastou um pedacinho de tinta a notícia há uns mesinhos que; “Há 50 mil inquéritos findos no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, mas os arguidos continuam a desconhecer o arquivamento do processo.” É verdade que gosto dos números redondos, nem mais, nem menos, e quiçá intempestivamente, lembrei-me de fazer este raciocínio; afinal há 50 mil almas na zona de Lisboa, que, a final, não se portaram mal, como outras almas o haviam denunciado às autoridades.

É sempre bom sabermos que temos gente ordeira a viver na capital da praia lusitana. Pode acontecer, todavia, que as boas 50 mil almas, aborrecidas, venham a participar das outras almas que tantas são, por estas terem pecado. Na verdade não se pode pecar impunemente. O denunciante não pode usar e abusar do nosso sistema penal que permite transformar o mortal mais pacifista num suspeito forte da prática de um crime.

Aliás, é dessa forma que entendi a "vacilação" do DIAP em não informar as 50 mil almas boas que estas são boas almas, ou seja, estas ficarão com o caminho aberto para abrirem outros 50 mil processos contra as almas más, os primeiros participantes. Se assim for, o DIAP voltaria a ficar com 50 mil processos e ficaria tudo na estaca zero. A boa revelação poderia tornar-se numa má revelação e nunca mais sairiamos do mesmo sítio. Uma quase pescadinha de rabo na boca.

Seja como for, pessoalmente estou do lado do DIAP, nunca faz mal ser um pedacinho bota de elástico. Haverá alguma razão que justifique o erário público ser desfalcado para informar uma alma boa que é boa, no caso 50 mil almas boas? Então não disseram todos antes que eram inocentes? Penso que o DIAP poderia resolver o assunto com uma mera notícia de jornal informando que temos, pelo menos, 50 mil almas boas no zona de Lisboa. Como somos todos inocentes, todas as almas boas sabiam que tal informação lhes era dirigida, e evitava-se assim o incómodo, e os custos, da notificação de arquivamento dos processos, e a revanche contra as 50 mil almas más, ou seja os anteriores denunciantes.

A atitude do DIAP de Lisboa, além de economicista, também pode ser entendido à luz do silêncio dos inocentes evitando-se ainda que estes causem mais despesa, e incómodos, e se desenterrem os mortos. O problema, se existir, é que alguns mortos podem estar vivos. Se tal acontecer temos o Código Civil que também uma ajudinha à coisa “matando”, presumidamente, os desaparecidos ao fim de dez anos.

Feitas estas contas esfarripadas, e depois de ter andado muito à roda, e à volta, com tanta alma, sempre vos digo, do fundo da minha, e não de outras que gentilmente partiram, e depois de saber, que, a final, inda há muito de boas almas, e que estas hão-de ser leves como plumas, quiçá o governo em exercício, daqui até ao período eleiçoeiro passe a cuidar melhor destas, pois não hão-de pesar tanto no orçamento geral do Estado, a que não há-de ser alheio, por ventura, a centésima que foi tirada à alma do pobre do “iva”.

Gil Teixeira


Criado em: 08/04/2008 • 21:35
Actualizado em: 08/04/2008 • 21:37
Categoria : ARTIGOS DE OPINIÃO


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