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news_artigo.gifARTIGOS DE FUNDO - É mais difícil ser pai que juiz de menores


O juiz de menores de Granada, Emilio Calatayud, participou num encontro onde abordou a sua visão sobre a educação dos jovens e dos usos familiares e sociais que estão a provocar a proliferação de jovens problemáticos.

Para Calatayud, um dos problemas fundamentais é o que chama de «complexo da jovem democracia». A passagem da educação excessivamente autoritária para o outro extremo, a excessivamente permissiva.

O juiz acha que as coisas estavam muito mais claras antes. Ninguém discutia os modos do pai autoritário.

No entanto, com a chegada da democracia, «e sobretudo de determinados psicólogos e sociólogos», começou a estender-se a ideia do diálogo, de não impor, de convencer os filhos e, «como não temos meio termo, passamos de pai autoritário a colegas dos nossos filhos.

Mas eu não sou amigo dos meus filhos. Sou seu pai e ponto. Porque se me transformo em amigo dos meus filhos estou a deixar os meus filhos órfãos. Eu sou pai, para o bom e para o mau». Para Calatayud, não é bom nenhum destes dois extremos.

De pai autoritário passou-se a pai à mercê dos caprichos dos filhos, que está desprotegido. «Passamos de escravos dos nossos pais a escravos dos nossos filhos», assinalou o juiz de Granada.

Também se referiu à mudança do Código Civil espanhol, que supostamente proíbe os tabefes ao assinalar que os pais poderão educar os filhos «sem atentar contra a integridade física ou psíquica do menor».

«Que me expliquem a mim como é que isto se faz, porque se lhe dou uma palmada no rabo, estou a maltratá-lo e se o ponho virado para a parede, estou a criar-lhe um trauma psicológico de uma tela branca que lhe vai trazer sequelas contínuas. Tudo se torna cada dia mais difícil», reconheceu.

Em desabafo afirma que «é muito mais difícil ser pai que ser juiz de menores». Por esta razão, advoga que se crie uma escola de pais, «para ensinar as pessoas a educar adequadamente».

O principal problema, na sua opinião, é que se deu por assente que as crianças têm todos os direitos, mas parece que fazemos por ignorar que têm também deveres.

«Estamos a criar crianças muito "light", têm direito a tudo, mas não se lhes falou do artigo 155º do Código Civil (espanhol)», que diz que os filhos devem obedecer aos pais enquanto permaneçam sob o seu poder e devem respeitá-los sempre e contribuir para aliviar os encargos familiares.

Isto trouxe como consequência um aumento espectacular das condutas delituosas. No ano passado, por exemplo, pelo seu Julgado passaram 165 denúncias de pais que maltratavam crianças, quase todos da classe média alta.

Na sua opinião, aconteceu o mesmo com a escola. Acha que «é preciso devolver a autoridade e o prestígio que tinha o professor e aí somos obrigados como pais a devolver essa autoridade». Calatayud não está de acordo com a política de expulsão de alunos dos centros educativos.

Acha que, assim como a justiça soube incorporar nas suas equipas psicólogos, educadores ou agentes sociais que permitem conhecer as circunstâncias pessoais e sociais do menor, os centros escolares deveriam fazer o mesmo e trabalhar com os alunos para os recuperar.

Calatayud possui um sentido comum e uma imaginação que tornaram as suas sentenças em exemplos: condena a aprender a ler e escrever, a limpar a fachada do Tribunal ou a acompanhar os bombeiros. Sabe que por mais graves que tenham sido os delitos que cometeram, trata-se de crianças e como tal é preciso tratá-las.

Mas não lhe treme a mão se tem que condenar a dez anos de internamento um menor que cometeu um delito grave. De facto, este internamento pode ser a sua salvação. Um jovem que condenou a dez anos, ao sair do centro agradeceu-lhe e diz que o "paizão" salvou a sua vida.

Manuel NOVAL MOURO

Nota: Sobre este mesmo juiz publicamos aqui também O juiz que salvou a minha vida


Criado em: 12/02/2008 • 10:43
Actualizado em: 12/02/2008 • 10:47
Categoria : ARTIGOS DE FUNDO


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