"César" foi infiltrado durante dez anos, período que lhe permitiu ascender dentro da estrutura das FARC até adquirir o grau de comandante e actuar ao nível do secretariado geral.
Com esse estatuto, "César" organizou o contacto operativo com o Exército Nacional e a acção concretizou-se quando surgiu a informação que os prisioneiros seriam transferidos para outra base como parte de um plano habitual de mudança de local para não serem detectados. Isto explica porque todos os reféns estavam reunidos no mesmo local e no mesmo dia.
Os guerrilheiros esperavam a chegada de um helicóptero das FARC, mas momentos antes apareceu um outro, sem insígnias, pertencente ao exército e controlado pelos militares que actuaram com toda a naturalidade.
Os prisioneiros, que dessa maneira passavam a ser os actores centrais de uma operação denominada "xeque-mate", foram transportados para o outro presumível acampamento.
"César", por razões óbvias, também subiu para o aparelho que rapidamente se afastou do local para uma base militar onde eram aguardados pouco tempo depois.
Em princípio a operação "xeque-mate" estava prevista acontecer de outra maneira, mas optou-se pelo resgate tendo em conta o facto que teria sobre a opinião pública mundial e, porque não dizê-lo, sobre as próprias FARC.
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